Investigadores vão determinar efeitos da doença em grávidas e recém-nascidos

Investigadores do Instituto de Saúde Pública da Universidade do Porto vão determinar os “efeitos adversos” da covid-19 em grávidas e recém-nascidos em, pelo menos, 23 unidades de obstetrícia e neonatologia de hospitais públicos do país.

Investigadores vão determinar efeitos da doença em grávidas e recém-nascidos

Investigadores vão determinar efeitos da doença em grávidas e recém-nascidos

Investigadores do Instituto de Saúde Pública da Universidade do Porto vão determinar os “efeitos adversos” da covid-19 em grávidas e recém-nascidos em, pelo menos, 23 unidades de obstetrícia e neonatologia de hospitais públicos do país.

Investigadores do Instituto de Saúde Pública da Universidade do Porto vão determinar os “efeitos adversos” da covid-19 em grávidas e recém-nascidos em, pelo menos, 23 unidades de obstetrícia e neonatologia de hospitais públicos do país. “O conhecimento sobre a infeção para a grávida e para o recém-nascido é muito limitado e escasso, portanto, nesta fase, quer em Portugal, quer a nível internacional é fundamental produzir evidência científica”, afirmou à Lusa, Carina Rodrigues, coordenadora do projeto.

O projeto, desenvolvido no âmbito da linha de financiamento da Fundação para a Ciência e Tecnologia (FCT) ‘RESEARCH 4 COVID-19’, vai, a partir do dia 1 de maio, “determinar os efeitos adversos da covid-19 na grávida e no recém-nascido”, bem como “identificar as práticas adotadas pelas unidades de obstetrícia e neonatologia na gravidez, parto e puerpério”.

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Até ao momento, 23 unidades hospitalares, nas áreas pertencentes e de influência da Administração Regional de Saúde do Norte (ARS-N) e da de Lisboa e Vale do Tejo, já manifestaram interesse em participar no projeto e colaborar com a equipa de investigadores.

“Cada hospital vai nomear um médico responsável que será aquilo a que chamamos de investigador local, integra a equipa, mas são clínicos que estão responsáveis e que recrutam as grávidas e lhes fazem o convite à participação”, explicou a investigadora.

Recolhidas amostras biológicas

Segundo Carina Rodrigues, o estudo vai ser conduzido tanto em grávidas infetadas com o novo coronavírus em seguimento, como em grávidas infetadas em momento de parto, sendo a informação recolhida maioritariamente clínica.

“Vamos recolher informação sobre a gravidez, história obstétrica e a infeção por covid. A nossa proposta para as grávidas que estão em trabalho de parto e infetadas é que também sejam recolhidas amostras biológicas da placenta, cordão umbilical, líquido amniótico e leite materno. Isso será feito pelos clínicos de obstetrícia”, referiu Carina Rodrigues.

Acrescentou que, “um mês após o parto, a equipa de investigação do ISPUP vai ligar às grávidas e fazer novamente um questionário por telefone e uma avaliação da saúde física e mental dela e do recém-nascido”.

Carina Rodrigues avançou que o objetivo da equipa, composta por mais três investigadores, é produzir um relatório mensal e outro final dirigido ao Ministério da Saúde, Direção-Geral da Saúde (DGS) e unidades hospitalares com “uma proposta de atuação”.

“Temos de apresentar resultados ao fim de três meses”

“O relatório servirá de apoio e tem a vantagem de ser baseado no conhecimento produzido em Portugal”, afirmou, acrescentando ainda não saber se a equipa terá oportunidade de dar continuidade ao projeto.

“Temos de apresentar resultados ao fim de três meses, não sei se depois teremos oportunidade de continuar com o projeto, mas pelo menos durante esses três meses vamos estar no terreno a fazer a recolha de dados”, concluiu. Com um financiamento de cerca de 15 mil euros, este é um dos 66 projetos apoiados pela linha de financiamento ‘RESEARCH 4 COVID-19’, que visa responder às necessidades do Serviço Nacional de Saúde.

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