Investigadora defende regresso das crianças à escola em Moçambique para evitar abusos sexuais

A professora universitária Ana Rita Gil, defendeu esta sexta-feira, em Lisboa, que o regresso à escola das crianças das zonas mais afetadas pelos Ciclones em Moçambique “é urgente”, para evitar riscos que, estas vítimas vulneráveis, correm, entre os quais de abusos sexuais.

Investigadora defende regresso das crianças à escola em Moçambique para evitar abusos sexuais

Investigadora defende regresso das crianças à escola em Moçambique para evitar abusos sexuais

A professora universitária Ana Rita Gil, defendeu esta sexta-feira, em Lisboa, que o regresso à escola das crianças das zonas mais afetadas pelos Ciclones em Moçambique “é urgente”, para evitar riscos que, estas vítimas vulneráveis, correm, entre os quais de abusos sexuais.

Ana Rita Gil, que falava na conferência promovida pela Faculdade de Direito da Universidade Nova de Lisboa com o tema “A Catástrofe Humanitária em Moçambique: E depois do Ciclone Idai? Que caminhos?”, referiu que após os ciclones Idai e Kenneth cerca de 400 mil crianças ficaram sem escola, ou porque as instalações foram destruídas ou porque passaram a funcionar como abrigos.

“Esta paragem no processo de educação potencia o abandono escolar”, afirmou.

Um abandono pela desmotivação, agora ou mais tarde, explicou, ou porque no processo de reconstrução, com tanta necessidade de mão de obra, acabam por ser usadas nesse trabalho, considerou. Mas este é apenas um dos muitos riscos que correm enumerados pela professora.

“Desocupadas e em situação de vulnerabilidade as crianças correm também riscos de caírem em redes de tráfico de menores, redes dos mais diversos tipos, e de serem vítimas de violência e abusos sexuais”, disse. Ana Gil defendeu também que hoje nos espaços de transição, locais de abrigo, as ameaças a que as crianças estão sujeitas também são preocupantes. Além das doenças, em situação de vulnerabilidade as crianças são “alvos fáceis de abusos sexuais”, em troca de comida.

“É preciso separar famílias e separar adultos e crianças que não sejam das mesmas famílias”, defendeu.

O ciclone Idai, que atingiu o centro de Moçambique em março, provocou 603 mortos e afetou cerca de 1,5 milhões de pessoas, enquanto o ciclone Kenneth, que se abateu sobre o norte do país em abril, matou 45 pessoas e afetou 250.000.

Cerca de 536 mil famílias de 103 distritos de Moçambique estão em risco de fome devido aos efeitos combinados de estiagem, pragas e inundações, após os ciclones Idai e Kenneth, anunciou hoje o ministro da Agricultura de Moçambique.

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