Invasões francesas são tema de espetáculos de teatro em seis concelhos da Beira Baixa

As invasões francesas na Beira Baixa são o tema de espetáculos de teatro que vão decorrer em seis municípios desta Comunidade Intermunicipal, com início no sábado, em Oleiros.

Invasões francesas são tema de espetáculos de teatro em seis concelhos da Beira Baixa

Invasões francesas são tema de espetáculos de teatro em seis concelhos da Beira Baixa

As invasões francesas na Beira Baixa são o tema de espetáculos de teatro que vão decorrer em seis municípios desta Comunidade Intermunicipal, com início no sábado, em Oleiros.

Numa nota de imprensa, a Comunidade Intermunicipal da Beira Baixa (CIMBB), que integra os municípios de Castelo Branco, Idanha-a-Nova, Oleiros, Penamacor, Proença-a-Nova e Vila Velha de Ródão, refere que “a iniciativa contempla a criação de um espetáculo de teatro” em cada um destes concelhos.

“Embora o projeto tenha partido de um guião único, o resultado final é a apresentação de seis peças de teatro distintas, adaptadas à realidade de cada concelho e que contam com a participação de pessoas e entidades diferentes”, adianta a nota.

Segundo a CIMBB, “foi lançado o repto às associações e comunidades locais para integrarem as produções artísticas deste projeto nos respetivos municípios, as quais corresponderam de forma positiva”.

Após “vários meses de ensaios”, as peças vão ser apresentadas em julho, com acesso gratuito, numa iniciativa que “pretende promover o intercâmbio e a itinerância dos públicos pelo conjunto dos seis municípios, motivados pela curiosidade e interesse em perceber a evolução que o projeto artístico sofreu em cada localidade onde será realizado”.

O primeiro espetáculo é apresentado às 21:00 de sábado, no auditório da Santa Casa da Misericórdia de Oleiros, estando prevista a transmissão em direto, deste e dos restantes, através das redes sociais. Seguem-se Proença-a-Nova (10 de julho), Idanha-a-Nova (17), Castelo Branco (18), Penamacor (23) e Vila Velha de Ródão (25).

O espetáculo parte de um texto original de Raquel Alves Coelho, também responsável pela direção artística. O texto foi adaptado por Carlos Braz, Cláudio Gomes Pereira e Inês Basto, que têm a cargo a encenação e direção de atores. A coordenação executiva é de Catarina Coelho. Todos integram a empresa Sons & Ecos, contratada para a execução desta produção. Participam cerca de 80 pessoas dos seis concelhos.

À agência Lusa, Raquel Alves Coelho explicou que “este não é só um espetáculo, são vários espetáculos com base na história local relativa à entrada dos franceses pela Beira Baixa na 1.ª invasão [1807]”.

“Essa entrada teve diversas repercussões nos vários municípios com os quais estamos a trabalhar, com especificidades em cada um deles”, precisou, referindo que o título comum aos espetáculos é “A 1.ª Invasão Francesa – Da ocupação à revolta”.

Segundo Raquel Alves Coelho, “cada um dos encenadores fez uma adaptação para cada um dos municípios, de acordo com o público-alvo”, dado que se está “a trabalhar com as comunidades locais, com grupos muito heterogéneos, cujas idades vão aos 6 aos quase 90 anos”.

“Além do grupo etário ser muito alargado, tem as mais diversas ocupações: jovens estudantes de Turismo, reformados, ex-emigrantes, comerciantes, entre outros”, afirmou, destacando que este projeto inclui “uma parte formativa ou de capacitação, mas também de troca de conhecimento entre as várias gerações”.

A diretora artística salientou que “a comunidade local faz trabalho de ator, mas também participa com os seus testemunhos e com a construção da cenografia e adereços”.

“Há pessoas que levam objetos antigos, nomeadamente deste período, como balas de canhão das invasões francesas, e alfaias agrícolas que eram usadas em momentos em que a população se insurgiu aquando da ocupação”, exemplificou.

Raquel Alves Coelho adiantou que “o texto dramático foi construído com base em fontes históricas e replica factos e acontecimentos históricos que ocorreram nesta região, precisamente nos municípios onde está a acontecer a preparação do espetáculo”.

Esta responsável adiantou que “a empresa aluga guarda-roupa e adereços”, mas para o espetáculo de Vila Velha de Ródão a câmara e a Academia Sénior locais “estão a executar com utentes da Academia o guarda-roupa”.

O guião inclui “versos que foram compostos por ocasião das invasões”, sendo que “a música que acompanha o texto foi concebida por grupos locais que integram o espetáculo”.

O secretário executivo da CIMBB, Hélder Henriques, declarou que o projeto, no âmbito da iniciativa Beira Baixa Cultural 2.0, “resulta de uma candidatura financiada por fundos comunitários e representa um trabalho em rede dos seis municípios que integram a Comunidade Intermunicipal”.

Hélder Henriques adiantou que “esta é a primeira fase”, seguindo-se outro espetáculo, cuja temática é a água, a realizar no segundo semestre deste ano.

SR // JEF

By Impala News / Lusa

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