Incêndios: Portugal aciona mecanismo europeu e Espanha envia dois aviões

A Comissão europeia mobilizou hoje dois aviões espanhóis para combater os incêndios em Portugal, que acionou o Mecanismo Europeu de Proteção Civil, anunciou o executivo comunitário.

Incêndios: Portugal aciona mecanismo europeu e Espanha envia dois aviões

Incêndios: Portugal aciona mecanismo europeu e Espanha envia dois aviões

A Comissão europeia mobilizou hoje dois aviões espanhóis para combater os incêndios em Portugal, que acionou o Mecanismo Europeu de Proteção Civil, anunciou o executivo comunitário.

A Comissão europeia mobilizou hoje dois aviões espanhóis para combater os incêndios em Portugal, que acionou o Mecanismo Europeu de Proteção Civil, anunciou o executivo comunitário. “Portugal ativou o Mecanismo Europeu de Proteção Civil para solicitar assistência de emergência para os incêndios na parte central do país”, disse a Comissão Europeia num comunicado. “Como resposta imediata, a Comissão Europeia mobilizou esta manhã dois aviões de combate a incêndios Canadair da sua frota localizada em Espanha”, referiu.

Marcelo alerta para “pico” de risco com agravamento a partir de terça-feira

O Presidente da República alertou hoje que, nos próximos dias, se irá atingir “um pico” no risco de incêndios, com um “agravamento” a partir de terça-feira que pode durar entre três e quatro dias. “Temos sobretudo, nos próximos dias, um pico, se quiserem, isto é uma situação muito mais grave do que a que corresponde à situação, já complicada, no período dito de verão”, afirmou Marcelo Rebelo de Sousa.

O Presidente da República falava aos jornalistas na sede da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil, em Carnaxide, Oeiras (Lisboa), depois de participar na reunião do Centro de Coordenação Operacional Nacional (CCON), em que também marcou presença o ministro da Administração Interna, José Luís Carneiro, a secretária de Estado da Proteção Civil, Patrícia Gaspar, e o secretário de Estado da Conservação da Natureza e Florestas, João Paulo Catarino.

Marcelo afirmou que, dentro do pico dos próximos dias, é possível dividir o risco de incêndios “em duas fases”: uma entre hoje e segunda-feira, e outra a partir de terça-feira, que poderá durar “um número de dias variável, entre três e quatro”. “Quando se fala em hoje e amanhã [segunda-feira], estamos numa situação que é grave, que pode dar a situação amanhã, porventura, de um aparente desagravamento, e que pode ser ilusório, no sentido de levar as pessoas a facilitar na sua reação, quando há dados que permitem apontar para um agravamento no dia seguinte”, advertiu.

O chefe de Estado referiu que, na fase que irá durar até segunda-feira, “ainda não há os ventos que se teme” virem a existir “com uma intensidade que não tem existido até agora” a partir de terça-feira. Marcelo referiu ainda que “a mancha abrangida” pelos incêndios neste momento “é uma”, na segunda-feira “será mais ou menos a mesma, mas, em princípio, poderá aumentar de forma drástica” a partir de terça-feira, “cobrindo todo o território nacional, menos uma faixazinha no litoral norte”.

“Portanto, é isso que leva a dizer que possa haver a partir de dia 12, incluindo dia 12, não só um alargamento da extensão da área de risco, como dos fatores de risco (…) [com] elevadas temperaturas que podem subir então — nomeadamente as máximas — e a humidade baixa que pode agravar-se então, baixando essa humidade, [a] somar-se uma intensidade dos ventos não necessariamente verificáveis hoje e amanhã”, sublinhou. O Presidente da República deixou assim um apelo: “É preciso neste momento, perante este pico, fazer tudo para que o saldo final, no termo destes dais, desta semana, seja um saldo que seja o mais positivo possível e não o mais negativo possível. É este esforço que temos todos que fazer”.

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