Incêndios na Amazónia brasileira em junho atingem máximo de 15 anos

A Amazónia brasileira registou 2.562 focos de incêndio em junho, o maior número para os últmos 15 anos, segundo informações divulgadas hoje pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais.

Incêndios na Amazónia brasileira em junho atingem máximo de 15 anos

Incêndios na Amazónia brasileira em junho atingem máximo de 15 anos

A Amazónia brasileira registou 2.562 focos de incêndio em junho, o maior número para os últmos 15 anos, segundo informações divulgadas hoje pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais.

Segundo dados captados pelos satélites do órgão ligado ao Governo brasileiro, o total de pontos de incêndio no mês passado foi 11% maior do que o observado no mesmo período de 2021.

De acordo com o sistema de alarme do INPE, no primeiro semestre do ano, a Amazónia brasileira registou 7.533 focos de incêndios, um aumento de 17,9% face ao mesmo período de 2021.

Os dados também indicam que os incêndios na maior floresta tropical do planeta, que vinham diminuindo desde fevereiro, voltaram a ganhar força a partir de maio, quando começou o período de seca na região.

Em maio, o INPE registou 2.287 focos de incêndio na floresta amazónia em território brasileiro.

Especialistas apontam que a maior parte dos incêndios é causada pelo desflorestamento, provocado principalmente pela apropriação ilegal de terras públicas para ocupação da pecuária e da agricultura, a mineração ilegal e o comércio ilícito de madeira.

Entre agosto de 2020 e julho de 2021, a Amazónia brasileira perdeu 13.235 quilómetros quadrados de cobertura vegetal, a maior área degradada num período de doze meses nos últimos 15 anos, uma devastação 21,97% maior do que em 2020 (entre agosto de 2019 e julho 2020).

Ambientalistas culpam o Governo do Presidente brasileiro, Jair Bolsonaro, pela crescente devastação da floresta, que flexibilizou os controlos ambientais e promoveu atividades que destroem a vegetação nativa.

Bolsonaro também é citado como promotor de ocupações irregulares de áreas de floresta, por também defender a exploração económica da Amazónia e o fim da demarcação de novas reservas indígenas.

“Esse cenário se fortaleceu nos últimos três anos na Amazónia como resultado direto de uma política aplicada com sucesso que facilita e incentiva os crimes ambientais”, disse Cristiane Mazzetti, porta-voz do Greenpeace no Brasil, citada em nota.

CYR // PJA

By Impala News / Lusa

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