Idai: OMS lança campanha de vacinação contra a cólera no centro de Moçambique

A Organização Mundial da Saúde vai promover uma campanha de vacinação contra a cólera no centro de Moçambique, onde as autoridades já detetaram cerca de 2.500 casos de diarreias.

Idai: OMS lança campanha de vacinação contra a cólera no centro de Moçambique

Idai: OMS lança campanha de vacinação contra a cólera no centro de Moçambique

A Organização Mundial da Saúde vai promover uma campanha de vacinação contra a cólera no centro de Moçambique, onde as autoridades já detetaram cerca de 2.500 casos de diarreias.

Beira, Moçambique, 28 mar (Lusa) – A Organização Mundial da Saúde (OMS) vai promover uma campanha de vacinação contra a cólera no centro de Moçambique, destruída pelo ciclone Idai e onde as autoridades já detetaram cerca de 2.500 casos de diarreias.

“O primeiro objetivo é evitar a propagação da cólera, que já tem cinco casos confirmados”, anunciou hoje em conferência de imprensa David Wichtwick, líder da equipa da OMS na cidade da Beira.

A campanha arranca na segunda-feira e vai ser feita em nove centros de vacinação contra a cólera, cinco dos quais na cidade da Beira, dois no Dondo, outro em Búzi e outro ainda em Nhamatanda, distritos mais afetados pelas cheias da província de Sofala.

“Nós temos 900 mil vacinas a chegar ao país [no sábado] e isso vai fazer com que tenhamos, pelo menos, três doses para cada pessoa, mas é muito provável que nos próximos meses tenhamos de reforçar essas doses para evitar a propagação”, afirmou.

O líder da equipa da OMS admite que existam ainda muitas comunidades que precisam de assistência, considerando que é preciso tempo para chegar a todas as áreas afetadas pelo ciclone Idai.

“Não estamos satisfeitos com o que foi possível fazer até agora, estamos conscientes de que precisamos de fazer mais e acreditamos que é possível chegar a mais lugares onde as pessoas precisam de ser assistidas”, declarou.

A passagem do ciclone Idai em Moçambique, no Zimbabué e no Maláui fez pelo menos 786 mortos e afetou 2,9 milhões de pessoas, segundo dados das agências das Nações Unidas.

Moçambique foi o país mais afetado, registando até ao momento 468 mortos e 1.522 feridos, segundo as autoridades moçambicanas, que dão ainda conta de mais de 135 mil pessoas a viverem atualmente em centros de acolhimento, sobretudo na região da Beira.

EYAC // VM

By Impala News / Lusa

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