ICNF investe perto de 2,3ME em projetos no Parque Natural da Serra de São Mamede

O Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF) vai investir quase 2,3 milhões de euros, até 2023, em três projetos a desenvolver no Parque Natural da Serra de São Mamede (PNSSM), no Alentejo.

ICNF investe perto de 2,3ME em projetos no Parque Natural da Serra de São Mamede

ICNF investe perto de 2,3ME em projetos no Parque Natural da Serra de São Mamede

O Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF) vai investir quase 2,3 milhões de euros, até 2023, em três projetos a desenvolver no Parque Natural da Serra de São Mamede (PNSSM), no Alentejo.

Em resposta a perguntas da agência Lusa sobre projetos no PNSSM, no distrito de Portalegre, o ICNF, através de correio eletrónico, apontou uma iniciativa, prevista decorrer entre o próximo mês de abril e dezembro de 2023, na área da prevenção estrutural para recuperação e valorização de habitats naturais e florestais.

O projeto contempla duas medidas: a Valorização de Habitats Naturais e a Prevenção Estrutural (VALPREV), num investimento de 1,1 milhões de euros, e a Recuperação de Espaços Florestais (RECEF), num investimento superior a 364 mil euros.

A VALPREV visa a realização de uma gestão criteriosa da vegetação arbustiva, a redução de densidades de arvoredo e a realização de podas em cerca de 800 hectares.

De acordo com o ICNF, as áreas a intervir abrangem manchas de carvalho negral, de castanheiro bravo, de sobreiro, de azinheira e matagal mediterrânico.

“Está também contemplado o fomento de bosques de quercíneas (do género Quercus, como azinheiras, sobreiros ou carvalhos) autóctones, castanheiros e espécies ripícolas como o freixo e o amieiro, distribuídos por 50 hectares de área a intervir”, pode ler-se na resposta.

A RECEF, que visa dar resposta ao incêndio que ocorreu naquele parque natural em 2003, abrange uma área de 550 hectares e visa recuperar habitats e espaços florestais afetados.

Gestão da vegetação arbustiva ou a redução de densidades de povoamentos de pinheiro-bravo são alguma das operações a realizar, entre outras.

Está ainda previsto o fomento de um mosaico florestal com a plantação de quercíneas autóctones e castanheiros, distribuídos por uma área com cerca de 50 hectares.

O ICNF indicou ainda que um projeto em curso, até 2022, de instalação e beneficiação da Rede Primária de Faixas de Gestão de Combustível (RPFGC) assente em Faixas de Interrupção de Combustível (FIC), num investimento que ultrapassa os 734 mil euros.

Já este ano, o ICNF tem em mãos um outro projeto, com um investimento acima dos 100 mil euros, para a promoção de silvicultura em Mosaicos de Parcelas de Gestão de Combustível (MPGC).

Centrada na área da prevenção, a iniciativa inclui a beneficiação de povoamentos de castanheiro, a promoção da regeneração natural destas árvores, assim como do sobreiro e carvalho negral, e a redução de combustíveis em povoamentos jovens de pinheiro-bravo.

Além destas iniciativas do ICNF, num valor global a rondar os 2,3 milhões de euros, há outros investimentos nesta área protegida.

Um projeto, em curso desde 2020, promovido pelo Município de Marvão, através da sua zona de intervenção florestal, está a criar um mosaico florestal, num investimento que ronda os 484 mil euros

E a Comunidade Intermunicipal do Alto Alentejo (CIMAA) está a desenvolver uma intervenção intermunicipal, denominada “Prevenção, Controlo e Erradicação de Espécies Exóticas Invasoras”, num investimento superior a 424 mil euros.

Este projeto, segundo o ICNF, “contribui igualmente” para a prevenção estrutural por redução da carga combustível e valorização de habitats no PNSSM.

 

 

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