Hospital Garcia de Orta em Almada reclama investimento de 50 ME

O Hospital Garcia de Orta (HGO), em Almada, aguarda resposta do Governo ao plano de expansão e requalificação que apresentou em março e que prevê um investimento global de 52,2 milhões de euros, anunciou hoje aquela unidade hospitalar.

Hospital Garcia de Orta em Almada reclama investimento de 50 ME

Hospital Garcia de Orta em Almada reclama investimento de 50 ME

O Hospital Garcia de Orta (HGO), em Almada, aguarda resposta do Governo ao plano de expansão e requalificação que apresentou em março e que prevê um investimento global de 52,2 milhões de euros, anunciou hoje aquela unidade hospitalar.

A remodelação e ampliação dos edifícios existentes prevê intervenção nas urgências, Unidade de Cuidados Intensivos (UCI), edifício do Centro de Desenvolvimento da Criança e áreas administrativas, é referido numa nota de imprensa da administração do HGO.

De acordo com o documento, o projeto de requalificação do HGO, que poderá ser desenvolvido de forma faseada, prevê ainda a construção de um Novo Edifício de Ambulatório (NEA), bem como a reorganização e criação de condições essenciais para a continuidade daquele hospital do distrito de Setúbal.

“A atual estrutura física do HGO já não permite dar resposta às necessidades de cuidados de saúde atuais e de futuro próximo da nossa comunidade”, justifica o presidente do Conselho de Administração, Luís Amaro, citado na nota.

A aguardar por obras de ampliação e requalificação está também o Hospital de São Bernardo, em Setúbal, capital do distrito, já com uma dotação de 17,2 milhões de euros inscrita no Orçamento do Estado de 2021, mas ainda sem qualquer obra visível até ao momento.

A par da ampliação, prometida há várias anos, mas sucessivamente adiada, os diretores de serviço do Hospital de São Bernardo reclamam também a reclassificação daquela unidade hospitalar, o que permitiria que os atos médicos fossem pagos a um valor superior, idêntico ao que é pago a outros hospitais, como o Garcia de Orta.

Segundo fontes do Hospital de São Bernardo, a reclassificação do hospital público de Setúbal, só por si, permitiria que os atos médicos que ali são praticados se traduzissem num acréscimo de receitas de 11 milhões de euros por ano.

Em fevereiro, o Bastonário da Ordem dos Médicos, Miguel Guimarães, defendeu que o Hospital de São Bernardo “deveria ser olhado de forma diferente pela tutela e incluído nos hospitais absolutamente prioritários”.

Por construir continua o futuro Hospital do Seixal, também no distrito de Setúbal, uma reivindicação com mais de duas décadas que já foi objeto de um protocolo entre o Estado e a Câmara Municipal do Seixal, em 2009, que previa a inauguração da unidade de saúde para 2012, promessa que não foi concretizada.

Após uma longa espera e sucessivas promessas adiadas, só em 2018 houve de novo ‘luz verde’ do Governo para se avançar com o futuro Hospital do Seixal, com um custo estimado de 25 milhões de euros, mas o concurso público para a conceção e projeto está parado devido a questões jurídicas.

E, depois de resolvido este problema do concurso público para a conceção e projeto, será ainda necessário elaborar o projeto de execução e lançar o concurso público para a realização da obra, pelo que a construção do futuro Hospital do Seixal, na melhor das hipóteses, ainda deverá demorar mais alguns anos.

 

GR // VAM

By Impala News / Lusa

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