Hospital de Évora discorda das conclusões de auditoria do Tribunal de Contas

A presidente do Hospital do Espírito Santo de Évora discordou das conclusões da auditoria do Tribunal de Contas à unidade hospitalar, considerando que são injustas para os profissionais.

Hospital de Évora discorda das conclusões de auditoria do Tribunal de Contas

Hospital de Évora discorda das conclusões de auditoria do Tribunal de Contas

A presidente do Hospital do Espírito Santo de Évora discordou das conclusões da auditoria do Tribunal de Contas à unidade hospitalar, considerando que são injustas para os profissionais.

Évora, 23 out 2019 (Lusa) – A presidente do Hospital do Espírito Santo de Évora (HESE), Maria Filomena Mendes, discordou hoje das conclusões de uma auditoria do Tribunal de Contas (TdC) à unidade hospitalar, considerando que são injustas para os profissionais.

“Não podemos concordar” com as conclusões e recomendações da auditoria e “continuaremos a defender junto das instâncias do Tribunal de Contas o nosso contraditório” no processo, afirmou a presidente do conselho de administração do HESE, em declarações à agência Lusa.

Segundo o TdC, o hospital de Évora nomeou administradores que não reuniam os requisitos legais e regulamentares para o exercício do cargo e efetuou eventuais pagamentos indevidos a médicos com funções de chefia.

Estas são as principais conclusões de uma auditoria do TdC à nomeação e atribuição de remunerações acessórias e suplementos a pessoal dirigente no HESE, no período entre 2015 e 2018, cujo relatório, datado de setembro, foi enviado hoje à Lusa.

Maria Filomena Mendes defendeu que “o hospital não pagou indevidamente aos médicos” e que a nomeação de administradores hospitalares foi feita “de acordo com a competência gestionária” e “em função das necessidades” da entidade.

A responsável indicou, contudo, que o HESE vai “notificar os médicos” com funções de chefia para a devolução do dinheiro recebido a mais “na sequência das recomendações do TdC”, apesar de não concordar com o efeito retroativo.

O conselho de administração do HESE “vai reunir para decidir o que deve fazer” em relação às recomendações do TdC, adiantou, lembrando que a unidade hospitalar tem “três meses para informar o tribunal” sobre as suas decisões.

SYM // MLM

By Impala News / Lusa

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