Hospitais de Coimbra garantem funcionamento do Serviço de Medicina Nuclear

O Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra (CHUC) garantiu hoje que o Serviço de Medicina Nuclear está a funcionar em condições, depois do Sindicato Independente dos Médicos ter denunciado uma degradação nas condições assistenciais.

Hospitais de Coimbra garantem funcionamento do Serviço de Medicina Nuclear

Hospitais de Coimbra garantem funcionamento do Serviço de Medicina Nuclear

O Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra (CHUC) garantiu hoje que o Serviço de Medicina Nuclear está a funcionar em condições, depois do Sindicato Independente dos Médicos ter denunciado uma degradação nas condições assistenciais.

O Serviço de Medicina Nuclear admitiu uma redução de médicos na unidade, mas salientou que o número de exames aumentou com a entrada em funcionamento de um novo equipamento.

“O número de exames agendados por dia aumentou cerca de 12% face à capacidade de agendamento com o equipamento anterior, graças ao esforço adicional efetuado pela equipa, nomeadamente dos médicos, para tentar responder à pressão crescente sobre a produção”, refere um comunicado enviado à agência Lusa.

Na tarde de hoje, a delegação Centro do Sindicato Independente dos Médicos (SIM) manifestou hoje a “maior preocupação” pela degradação das condições assistenciais no Serviço de Medicina Nuclear do Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra (CHUC).

“Infelizmente, e, apesar do investimento na melhoria das condições técnicas do serviço, com a aquisição recente de um novo aparelho de Tomografia de Emissão de Positrões (PET), tem sido cada vez mais difícil ao serviço a realização deste exame e elaboração do respetivo relatório”, revelou a estrutura sindical.

Segundo o SIM/Centro, atualmente, o tempo de espera para a realização do exame “chega a demorar mais de um mês, frequentemente com necessidade de mais duas semanas para obtenção do relatório”, quando, “num passado não muito longínquo, era possível requisitar uma PET e obter o relatório em menos de uma semana”.

Na resposta, o Serviço de Medicina Nuclear do CHUC garantiu que, atualmente, “o tempo máximo de agendamento de exames PET é semelhante ao que tínhamos quando estava em funcionamento o equipamento anterior (oscilando em torno das 4/5 semanas).

“Cerca de um mês após a entrada em pleno funcionamento do novo equipamento, esse tempo passou praticamente para zero, quer para agendamento de exames quer para a elaboração do respetivo relatório”, salientou.

No entanto, refere o comunicado, “mais recentemente, esse tempo voltou a dilatar, não só devido à saída de um médico especialista, mas também devido ao claro aumento da procura por estes exames e ao aumento da procura por outras técnicas de Medicina Nuclear, que obrigam a grande consumo de horas de trabalho médico”. 

“Em picos de procura o agendamento atingiu o limiar oficialmente estabelecido (30 dias seguidos contados da indicação clínica)”, lê-se na nota, salientando que “é uma questão clínica que se procura dar resposta com a triagem dos exames no agendamento, havendo a preocupação constante de sinalizar, de entre todos os casos, os efetivamente mais urgentes”.

O conselho de administração do CHUC “criou condições para a realização de produção adicional na área da PET-CT, que já está a decorrer”.

“Nestas condições, os médicos desta área trabalham para além do seu horário de trabalho para produzir os relatórios dos exames”, sublinhou o Serviço de Medicina Nuclear.

AMV // RBF

By Impala News / Lusa

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