Homens detidos em Lisboa por ligação ao Daesh estavam a ser vigiados desde 2017

Os homens detidos na quarta-feira, por suspeitas de ligações ao grupo jihadista Daesh, são dois iraquianos que estavam a ser investigados pela PJ desde em 2017, disse fonte policial à Lusa.

Homens detidos em Lisboa por ligação ao Daesh estavam a ser vigiados desde 2017

Homens detidos em Lisboa por ligação ao Daesh estavam a ser vigiados desde 2017

Os homens detidos na quarta-feira, por suspeitas de ligações ao grupo jihadista Daesh, são dois iraquianos que estavam a ser investigados pela PJ desde em 2017, disse fonte policial à Lusa.

Os homens detidos na quarta-feira, por suspeitas de ligações ao grupo jihadista Daesh, são dois iraquianos que estavam a ser investigados pela PJ desde em 2017, disse fonte policial à Lusa.

Os dois cidadãos, com 32 e 34 anos, foram detidos na Grande Lisboa e são suspeitos de terem integrado as milícias do estado islâmico em Mossul, no Iraque.

Segundo as referências, no âmbito da cooperação judiciária internacional, estes dois suspeitos terão estado em Mossul em 2016 e os elementos recolhidos indicam que pertenciam às fileiras das milícias do Daesh, adiantou a mesma fonte.

Os dois homens, que viviam na mesma habitação, estão detidos no estabelecimento prisional anexo à Polícia Judiciária e vão ser interrogados hoje à tarde no Tribunal de Instrução Criminal.

Em comunicado, a PJ tinha adiantando que em causa estão indícios da prática dos crimes de adesão e apoio a organização terrorista internacional, terrorismo internacional, e crimes contra a humanidade.

“As provas recolhidas indiciam que estes dois indivíduos assumiram distintas posições na estrutura do ISIS / Daesh, sendo os mesmos igualmente objeto de investigação por parte das competentes autoridades judiciárias iraquianas”, refere a nota da Judiciária, sublinhando não existirem por agora indícios de que os crimes que são imputados aos dois indivíduos tivessem sido cometidos em Portugal.

A operação foi conduzida pela Unidade Nacional Contraterrorismo (UNCT) da PJ e contou também com a colaboração do Departamento Central de Investigação e Ação Penal (DCIAP), do Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF) e, a nível internacional, com o apoio de autoridades judiciárias iraquianas, através da UNITAD-ONU.

Nas detenções e buscas estiveram ainda a magistrada do Ministério Público titular do inquérito e elementos da investigação criminal e peritos da Unidade de Perícia Tecnológica Informática (UPTI) da PJ.

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