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Hoje vai ser “extremamente difícil” em Monchique

Hoje ainda vai ser um dia “extremamente difícil na zona de Monchique” em termos meteorológicos, avisou o presidente do IPMA, que tem a expectativa de que a situação melhore.

Lisboa, 08 ago (Lusa) – O presidente do Instituto Português do Mar e da Atmosfera avisou que hoje ainda vai ser um dia “extremamente difícil na zona de Monchique” em termos meteorológicos, tendo a expectativa que “a situação muito má” melhore nos próximos dias.

Jorge Miranda foi um dos intervenientes no balanço que hoje decorreu na Autoridade Nacional de Proteção Civil, em Lisboa, a propósito do balanço sobre a onda de calor que assolou Portugal.

“Apraz-nos negativamente registar que hoje ainda vai ser um dia extremamente difícil na zona de Monchique”, disse, em relação às previsões meteorológicas.

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De acordo com o presidente do Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA), “os próximos dias darão eventualmente alguma melhoria” e do ponto de vista do índice relativo à previsão sobre a evolução de um incêndio, espera-se que a “situação muito má” que hoje se vive melhore nos dias que aí vêm”.

Sobre a onda de calor, o presidente do IPMA sublinhou que “o dia 04 de agosto foi o dia mais quente em Portugal do século XXI”.

“Os valores médios da temperatura máxima no território do continente foram superiores a 40 graus em três dias consecutivos e em Lisboa 44 graus é o valor mais alto de sempre, onde a temperatura é medida desde 1853”, recordou.

De acordo com Jorge Miranda, este foi um “período muito extenso no qual todos os recordes foram batidos”.

“Temos de nos preparar de uma forma razoável para sermos capazes de resistir ao clima e às suas implicações”, advertiu, considerando que “a previsão meteorológica funcionou muitíssimo bem”.

O presidente do IPMA fez ainda questão de sublinhar que, “na sequência dos relatórios que foram produzidos pelas comissões técnicas independentes na sequência dos grandes incêndios do ano passado, todas as recomendações foram integralmente implementadas” nas ferramentas que foram desenvolvidas no último ano.

“É por isso que hoje em dia temos ferramentas melhores, mais adaptadas, mais rápidas, em tempo real e disponíveis não só para a população, mas também para os profissionais, de uma forma aberta e transparente”, elogiou.

O incêndio rural deflagrou na sexta-feira à tarde em Monchique, no distrito de Faro, e lavra também nos concelhos vizinhos de Portimão e Silves.

Segundo um balanço feito hoje de manhã, há 32 feridos, um dos quais em estado grave (uma idosa internada em Lisboa), e 181 pessoas mantêm-se deslocadas, depois da evacuação de várias localidades.

De acordo com o Sistema Europeu de Informação de Incêndios Florestais, as chamas já consumiram mais de 21.300 hectares. Em 2003, um grande incêndio destruiu cerca de 41 mil hectares nos concelhos de Monchique, Portimão, Aljezur e Lagos.

Na terça-feira, ao quinto dia de incêndio, as operações passaram a ter coordenação nacional, na dependência direta do comandante nacional da Proteção Civil, depois de terem estado sob a gestão do comando distrital.

 

 

 


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