Guiné-Bissau já está a atualizar plano de prevenção devido a surto de Ébola na Guiné-Conacri

O coordenador do Centro de Operações de Emergências de Saúde da Guiné-Bissau disse hoje à Lusa que o plano de resposta ao Ébola, elaborado em 2014, está a ser atualizado devido a um surto na vizinha Guiné-Conacri.

Guiné-Bissau já está a atualizar plano de prevenção devido a surto de Ébola na Guiné-Conacri

Guiné-Bissau já está a atualizar plano de prevenção devido a surto de Ébola na Guiné-Conacri

O coordenador do Centro de Operações de Emergências de Saúde da Guiné-Bissau disse hoje à Lusa que o plano de resposta ao Ébola, elaborado em 2014, está a ser atualizado devido a um surto na vizinha Guiné-Conacri.

“Já criámos uma comissão para rever o plano que se vai reunir ainda hoje à tarde para elaborar um documento que será levado a Conselho de Ministros para o Governo tomar decisões sobre o que será feito”, afirmou Dionísio Kumba.

A Guiné-Bissau foi um dos países notificados pela Organização Mundial da Saúde devido aos surtos de Ébola que apareceram recentemente na República Democrática do Congo e na Guiné-Conacri, país com o qual faz fronteira.

Em 2014, a Guiné-Bissau já tinha um plano de resposta montado devido ao surto de Ébola registado na Guiné-Conacri, Libéria e Serra Leoa, que provocou a morte a milhares de pessoas.

O médico guineense manifestou preocupação com a situação, lembrando que o sistema de saúde guineense “é frágil” e que o país está a enfrentar a segunda vaga de covid-19.

Segundo o coordenador do Centro de Operações de Emergências de Saúde da Guiné-Bissau, a estratégia de prevenção, para já, vai passar por controlar as zonas de mais fluxo de pessoas na fronteira.

Apesar de a Guiné-Conacri ter encerrado a fronteira há alguns meses com a Guiné-Bissau, há muitos pontos clandestinos por onde as pessoas entram e acaba por não haver uma “limitação clara”.

“Há pontos clandestinos e fragilidades que ninguém controla e neste período que vai começar a campanha de castanha de caju há muita movimentação. Vamos visitar, para ver a zona com maior fluxo de fronteiras para fazer controlos sanitários”, afirmou o médico guineense, que não recomenda o encerramento da fronteira.

Dionísio Kumba pretende igualmente iniciar a sensibilização das populações residentes nas zonas fronteiriças com a Guiné-Conacri, sul e leste, sobre o vírus, nomeadamente os mais velhos e os régulos, e vai propor ao Governo que os funerais só sejam realizados com a presença das autoridades sanitárias.

Os sintomas do Ébola são febre alta, vómitos, hemorragia e diarreia e numa fase mais avançada há registo de um conjunto de insuficiências dos órgãos.

“Estes sintomas têm de ser evidenciados para que a população possa perceber e alertar as autoridades sanitárias”, disse.

O Ébola é transmitido aos seres humanos através de animais infetados. A transmissão humana ocorre através de fluidos corporais.

O vírus, que provoca febres altas, vómitos e diarreias, foi identificado pela primeira vez em 1976 na República Democrática do Congo (RDCongo) e deve o seu nome a um rio no norte do país, perto do qual teve origem o primeiro surto.

Segundo o Centro de Prevenção e Controlo de Doenças da União Africana (Africa CDC), foram reportados nos últimos dias 11 casos de Ébola no continente, quatro casos e duas mortes na RDCongo e sete casos e quatro mortes na Guiné-Conacri, onde o surto está circunscrito à província de Nzérékoré.

MSE // VM

By Impala News / Lusa

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