Guarda Capital da Cultura cria bienal para premiar projetos de artistas e artesãos

A candidatura da Guarda a Capital Europeia da Cultura em 2027 vai promover uma bienal para premiar projetos criados por artistas em colaboração com artesãos do Fundão, da Guarda e de Manteigas, foi hoje anunciado.

Guarda Capital da Cultura cria bienal para premiar projetos de artistas e artesãos

Guarda Capital da Cultura cria bienal para premiar projetos de artistas e artesãos

A candidatura da Guarda a Capital Europeia da Cultura em 2027 vai promover uma bienal para premiar projetos criados por artistas em colaboração com artesãos do Fundão, da Guarda e de Manteigas, foi hoje anunciado.

A Bienal de Conhecimento Art(e)facts integra a área de Arquitetura e Território de Guarda 2027 e convida artistas, arquitetos e ‘designers’ “a criarem projetos para serem produzidos em residências com artesãos do Fundão, Guarda e Manteigas”, segundo a organização.

“Tecelagem de burel, cestaria de vime, fabricação digital, tecelagem de linho, olaria e cestaria de castanho, são as áreas e técnicas artesanais privilegiadas e a escala dos projetos é livre, possibilitando o enquadramento desde a escala da mão humana até intervenções no espaço público”, refere a fonte numa nota enviada à agência Lusa.

O programa da bienal estará em curso até setembro de 2021 e integra a realização de residências artísticas, uma exposição coletiva e uma conferência internacional.

Até 19 de março está aberta a convocatória internacional Art(e)facts 2021 que “vai premiar dois projetos com até seis mil euros para honorários e produção”.

“A iniciativa é direcionada à prática artística contemporânea que apresente propostas de projetos inéditos ou em fase de investigação. As propostas, individuais ou em coletivo, devem valorizar o artesanato local, propor a aprendizagem de conhecimento com artesãos locais e criar trabalhos que resultem da interseção artista-artesão e da inovação no campo da criação artística atual”, lê-se.

Os dois projetos selecionados serão anunciados na primeira semana de abril e desenvolvidos em maio, em residências artísticas realizadas nas oficinas de artesãos locais.

As residências artísticas “envolvem a produção de seis projetos, quatro destes da autoria de criadores convidados pela organização, e culminam com uma exposição coletiva que será inaugurada em julho em várias oficinas de artesanato no Fundão, na Guarda e em Manteigas”.

O regulamento da bienal, que tem como tema “Supernatural Togetherness”, pode ser consultado em artefacts-guarda2027.pt.

Os interessados podem pedir esclarecimentos até 01 de março e o prazo de envio das candidaturas termina às 23:59 do dia 19.

“Queremos convocar as gerações que guardam os saberes ancestrais e as gerações mais jovens, as que estão reféns de uma incerteza que não lhes permite imaginar o futuro – podem a arte e a arquitetura resgatar um legado em perigo e um futuro incerto para os reescrever de um ponto de vista pós-humano?”, refere Andreia Garcia, curadora de Art(e)facts, citada na nota.

Carlos Chaves Monteiro, presidente da Câmara da Guarda, salienta que o desafio é gerar uma “visão integrada em redor de projetos transformadores de uma região que se une em redor de uma causa maior que traga desenvolvimento a médio e longo prazo”, a partir das “identidades e patrimónios, como território único e diferenciador para a Europa”.

O autarca do Fundão, Paulo Fernandes, sublinha que “o programa parte do Fundão e pretende construir cenários intergeracionais que garantam a sobrevivência e a valorização do meio rural, beneficiando assim as relações de cooperação e de interdependência na Beira Interior”.

Para o diretor Executivo da Guarda 2027, Pedro Gadanho, o projeto “será uma oportunidade de recriar uma leitura sensível e afetiva do lugar, reforçando a importância da memória e da sua apropriação no contexto contemporâneo”.

 

ASR // JLS

By Impala News / Lusa

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