Grupo vocal Cupertinos vence prémio Gramophone na categoria de Música Antiga

O grupo vocal Cupertinos, dirigido por Luís Toscano, foi distinguido pela revista Gramophone na categoria de Música Antiga, anunciou hoje aquela publicação especializada britânica.

Grupo vocal Cupertinos vence prémio Gramophone na categoria de Música Antiga

Grupo vocal Cupertinos vence prémio Gramophone na categoria de Música Antiga

O grupo vocal Cupertinos, dirigido por Luís Toscano, foi distinguido pela revista Gramophone na categoria de Música Antiga, anunciou hoje aquela publicação especializada britânica.

As dez categorias dos prémios Gramophone de Música Clássica foram anunciadas hoje, sendo o derradeiro prémio — de Gravação do Ano — anunciado numa cerimónia em Londres, no dia 16 de outubro.

“A categoria de música antiga vê um ‘ensemble’ português abordar repertório nativo: Cupertinos e Luís Toscano recebem o prémio pela sua gravação de ‘Requiem, Lamentations, Magnificat e Motets’ de Manuel Cardoso para a editora Hyperion. Um compositor descoberto de forma relativamente recente, esta gravação junta-se às de outros distintos grupos vocais que colocaram os trabalhos de Cardoso sob os holofotes”, pode ler-se na página da Gramophone.

Em comunicado, a Fundação Cupertino de Miranda, que estabeleceu o grupo em 2009, refere que este prémio vai permitir “que os Cupertinos alcancem um patamar e um reconhecimento inédito em Portugal”.

“A par da prossecução da atividade regular pelo nosso país, inicia-se, agora, uma nova etapa na missão dos Cupertinos em prol da disseminação internacional do nosso extraordinário legado musical”, acrescenta a fundação.

O grupo vocal Cupertinos foi criado em 2009 com o propósito de “recuperar, estudar e divulgar o vastíssimo e ainda largamente por desvendar património musical português dos séculos XVI e XVII”.

“Com uma média anual de duas dezenas de concertos, os Cupertinos apresentaram já cerca de 250 obras de compositores como Duarte Lobo (c1565-1646), Manuel Cardoso (1566-1650) ou Pedro de Cristo (c1550-1618), incluindo mais de 100 estreias modernas”, indicou a Fundação Cupertino de Miranda.

O disco agora premiado foi o primeiro registo do grupo, gravado na Basílica do Bom Jesus do Monte, em Braga, “em parceria com a prestigiada editora Hyperion, com obras do compositor Manuel Cardoso, apresentando uma cuidada seleção de algumas das mais marcantes obras de um dos incontestados expoentes da História da Música Portuguesa”.

Na capa do álbum encontra-se reproduzido um “Agnus Dei” de Josefa de Óbidos.

Entre os restantes vencedores dos Prémios Gramophone deste ano, de acordo com a lista publicada pela revista, encontram-se, em Música Coral, os ensembles Masques, de Olivier Fortin, e Vox Luminis, de Lionel Meunier, pela gravação de “Abendmusiken”, de Buxtehude, editada pela Alpha; na Música Concertante, o pianista Bertrand Chamayou, com a French National Orchestra e o maetsro Emmanuel Krivine, pela gravação dos 2.º e 5.º Concertos para piano e orquestra, de Saint-Saëns (Erato); em orquestral, a gravação das Sinfonia n.ºs 2 e 6, de Rued Langgaard, pela Filarmónica de Viena e Sakari Oramo (Dacapo); e, em instrumental, a pianista Yuja Wang, pela edição do seu recital de Berlim (Deutsche Grammophon).

Em música contemporânea, venceu a interpretação da ópera “Hamlet”, de Brett Dean, apresentada em Glyndebourne, pelo tenor Allan Clayton, a soprano Barbara Hannigan, a Filarmónica de Londres e o maestro Vladimir Jurowski (Opus Arte), enquanto “La reine de Chypre”, do compositor francês Fromental Halévy, sob a direção de Hervé Niquet, com a soprano Véronique Gens, o tenor Cyrille Dubois, o Coro da Rádio Flamenga e a Orquestra de Câmara de Paris, venceu na categoria Ópera (Bru Zane).

Na categoria de Música de Câmara, os vencedores são a violinista Isabelle Faust, a flautista Magali Mosnier, o violetista Antoine Tamestit, o harpista Xavier de Maistre, o violoncelista Jean-Guihen Queyras e os pianistas Alexander Melnikov, Javier Perianes e Tanguy de Williencourt, pela gravação de “Les Trois Sonates” (para violino, violoncelo e flauta), três derradeiras obras de Claude Debussy, editadas pela Harmonia Mundi.

O contratenor Philippe Jaroussky, a soprano Emoke Baráth e a contralto Marie-Nicole Lemieux, com o Ensemble Artaserse, conquistaram o prémio Gramophone Recital com “Ombra mai fu”, álbum dedicado ao compositor seiscentista Francesco Cavalli (Erato).

Por fim, “Frage”, recolha de ‘lieder’ de Robert Schumann, deu o prémio Gramophone de Voz Solista ao barítono Christian Gerhaher, com o pianista Gerold Huber.

Em 2015, a pianista Maria João Pires venceu na classe de Concerto, com a gravação do 3.º Concerto para piano e orquestra, de Beethoven, acompanhada pela Orquestra Sinfónica da Rádio Sueca e o maestro Daniel Harding (Onys Classics).

No mesmo ano, o Coro Gulbenkian estava entre os vencedores da categoria Ópera, ao fazer parte do elenco de “Elektra”, de Richard Strauss, a par de Evelyn Herlitzius e Waltraud Meier, com a Orquestra de Paris e o maestro Esa-Pekka Salonen, numa gravação ao vivo no festival de Aix-en-Provence, editada em DVD pela Bel Air Classiques.

Os prémios Gramophone, que se encontram entre os mais importantes da indústria discográfica na área da música erudita, são atribuídos anualmente pela revista britânica. A seleção dos nomeados é feita pelo seu painel de críticos entre as gravações mais pontuadas durante o ano transato.

No próximo dia 16 de outubro, na entrega dos prémios, além da Gravação do Ano, serão também revelados Orquestra, Artista e Jovem Artista do Ano.

TDI // MAG

By Impala News / Lusa

Impala Instagram


RELACIONADOS