Gripe pode entrar em epidemia dentro de uma semana

A diretora-geral da Saúde, Graça Freitas, admitiu hoje que a gripe possa entrar em período epidémico dentro de uma semana, mas disse que a situação atual é “de normalidade”.

Gripe pode entrar em epidemia dentro de uma semana

Gripe pode entrar em epidemia dentro de uma semana

A diretora-geral da Saúde, Graça Freitas, admitiu hoje que a gripe possa entrar em período epidémico dentro de uma semana, mas disse que a situação atual é “de normalidade”.

A questão da gripe foi hoje objeto de uma reunião na Direção-Geral da Saúde (DGS), mas segundo a responsável tratou-se de uma reunião de rotina, para avaliar a situação e os indicadores em relação ao frio e aos vírus da gripe que circulam.

“Em relação à gripe a atividade está a ser particularmente tardia”, disse Graça Freitas à Lusa, à margem da cerimónia de posse dos órgãos sociais da Associação Nacional dos Médicos de Saúde Pública.

A diretora-geral explicou que nesta altura, em Portugal e na Europa, circulam vírus com “baixa intensidade” e que não se entrou ainda no período epidémico, o que deve acontecer dentro de “poucos dias” ou “uma semana”.

Graça Freitas disse que o plano de inverno está ativado, há uma planificação e há informação e monitorização da procura dos cuidados de saúde e “neste momento está tudo dentro da normalidade”.

A responsável alertou para a necessidade de as pessoas se protegerem do frio, salientou que este é o “período do ano de maior atividade para desenvolver fatores de risco”, pelo frio, pela gripe e por outros vírus, e aconselhou a população a não procurar as urgências dos hospitais como primeira opção.

“O grande conselho que damos é que não vão diretamente à urgência. A primeira porta de entrada no sistema de saúde, nesta altura, é o SNS24, através do número 808242424”, salientou Graça Freitas, lembrando que nessa linha há enfermeiros treinados para fazer a triagem e que as pessoas podem ser tratadas em casa ou nos Centros de Saúde.

Graça Freitas aconselhou também as pessoas a não tomarem antibióticos por iniciativa própria, porque não são eficientes em doenças que são virais, a protegerem-se do frio e a hidratarem-se.

Questionada pela Lusa, a diretora-geral disse que a DGS está a equacionar no futuro poder alargar a vacina da gripe a pessoas a partir dos 60 anos, mas salientou que o fornecimento de vacinas da gripe é complicado e também de uma “logística complexa”.

Os centros de saúde da região de Lisboa e Vale do Tejo vão começar, a partir de hoje, a ativar os seus planos de contingência devido ao frio, reforçando equipas e alargando os horários.

 

 

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