Greve dos CTT é de 80% em Lisboa, Leiria e Santarém

A adesão dos trabalhadores dos CTT à greve geral de 24 horas é de cerca de 80% nos centros de distribuição de Lisboa, Leiria e Santarém, sendo que ainda não há dados sobre as estações de correio, segundo o sindicato.

Greve dos CTT é de 80% em Lisboa, Leiria e Santarém

Greve dos CTT é de 80% em Lisboa, Leiria e Santarém

A adesão dos trabalhadores dos CTT à greve geral de 24 horas é de cerca de 80% nos centros de distribuição de Lisboa, Leiria e Santarém, sendo que ainda não há dados sobre as estações de correio, segundo o sindicato.

A adesão dos trabalhadores dos CTT à greve geral de 24 horas é de cerca de 80% nos centros de distribuição de Lisboa, Leiria e Santarém, sendo que ainda não há dados sobre as estações de correio, segundo o sindicato. De acordo com Victor Narciso, secretário-geral do Sindicato Nacional dos Trabalhadores de Correios e Telecomunicações (SNTCT), “a informação disponível é por enquanto reduzida por estar a chegar, mas pode dizer-se que a Central de Correio de Lisboa, em Cabo Ruivo, paralisou e que mais de 80% dos trabalhadores [dos centros de distribuição] dos distritos de Lisboa, Leiria e Santarém aderiram à greve”.

Contactados os CTT, fonte da empresa disse à Lusa que faria um balanço inicial da adesão à greve no final da manhã. Vítor Narciso referiu também que “a resposta dos trabalhadores está a ser boa em relação às preocupações apresentadas pelos trabalhadores e face aos anseios das populações que estão a ser mal servidas pelos CTT”.

O dirigente sindical disse ainda à Lusa que “neste momento, 1.000 trabalhadores aderiram à greve”, sendo que em Lisboa, os centros de distribuição do CTT na Boa Hora e na Estrada de Benfica a adesão se situou entre 75% a 85%, exceto no 711 — Alvalade, na Rua João Saraiva.

Fora de Lisboa, em Linda-a-Velha, Oeiras e Carregado a adesão à greve é de mais de 75%, salientou.

Com a greve nos CTT, o SNTCT espera “conseguir chamar a atenção da administração [da empresa] para a falta de pessoal”, disse Victor Narciso à Lusa, apontando a escassez de mão-de-obra como um dos principais motivos para a paralisação.

O sindicato espera também conseguir que o Governo considere renacionalizar os CTT, que em 05 de setembro de 2014 passaram a ser uma empresa 100% privada, “de modo a salvaguardar a qualidade dos serviços” e as condições dos trabalhadores, salientou o dirigente sindical.

No dia 12 de junho, o SNTCT anunciou que ia convocar uma greve geral, para exigir a contratação de mais pessoas.

Em declarações à agência Lusa, Victor Narciso disse que a situação que vivem atualmente os trabalhadores dos CTT é “muito grave”, pelo que o sindicato tinha decidido avançar com uma greve geral como medida de protesto. Entre as reivindicações, o mesmo destacou a contratação de pessoal, uma vez que a escassez de mão-de-obra tem como consequência a sobrecarga dos trabalhadores.

“Os trabalhadores das distribuições estão a fazer dobras (o dobro do trabalho)” e, neste momento, “muitos trabalhadores estão de baixa”, nalguns casos baixas psiquiátricas, devido ao excesso de trabalho e às pressões sofridas quando não conseguem terminar o serviço que lhes é atribuído, acrescentou aquele dirigente sindical. O encerramento de estações de correios é também alvo de protesto por parte do SNTCT.

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