Governo do Brasil envia 43 agentes da Força Nacional para combater fogo no Pantanal

O Governo do Brasil enviou hoje 43 agentes da Força de Segurança Nacional para auxiliar nos trabalhos de combate aos incêndios que destroem o Pantanal, a maior planície húmida do mundo, a pedido do governo regional de Mato Grosso.

Governo do Brasil envia 43 agentes da Força Nacional para combater fogo no Pantanal

Governo do Brasil envia 43 agentes da Força Nacional para combater fogo no Pantanal

O Governo do Brasil enviou hoje 43 agentes da Força de Segurança Nacional para auxiliar nos trabalhos de combate aos incêndios que destroem o Pantanal, a maior planície húmida do mundo, a pedido do governo regional de Mato Grosso.

O contingente é formado por bombeiros, militares, uma dezena de veículos, dois autocarros pequenos e um helicóptero, que deverão atuar por 30 dias a partir de quinta-feira, prazo que pode ser prorrogado, se necessário.

O apoio surge na sequência de um pedido do governador do estado de Mato Grosso, Mauro Mendes, para o envio de mais reforços e equipamentos, incluindo militares e aeronaves, para combater os incêndios que já destruíram cerca de 20% do Pantanal, bioma que o Brasil divide com a Bolívia e o Paraguai.

Mauro Mendes referiu que a maior área húmida do mundo, que se estende por cerca de 250 mil quilómetros quadrados, sofre “uma das piores ondas de incêndios dos últimos anos” e destacou que o bioma tem “significativa importância ecológica por abrigar muitas espécies de peixes e aves”.

Atendendo ao pedido, o Ministério da Justiça autorizou hoje o uso da Força Nacional de Segurança Pública na região de forma “episódica e planeada” e informou que está em contacto com as Secretarias de Segurança Pública do Distrito Federal e do Paraná para viabilizar o envio de equipamentos adicionais.

A Força de Segurança Nacional é uma unidade de polícias profissionais e especializados designados pelos estados brasileiros e que o Governo envia como reforço para as regiões que necessitam de ajuda para lidar com problemas de ordem pública ou tragédias.

Os agentes que embarcaram hoje vão juntar-se às cerca de 2.500 pessoas, entre bombeiros, socorristas e voluntários, que lutam contra as chamas que assolam o Pantanal desde março e que estão divididas em 40 equipas de combate a incêndio em várias áreas do bioma, além de seis aeronaves e três helicópteros.

Segundo o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), os incêndios no Pantanal aumentaram 183% entre janeiro e 22 de setembro, passando de 5.690, em 2019, para 16.119 focos em 2020, superando o recorde registado em todo o ano de 2005, o pior ano da história do Pantanal, quando houve a deteção de 12.536 focos de incêndio no bioma.

Na comparação mensal, os dados do INPE indicam que em 2019, entre os dias 01 e 22 de setembro, o Pantanal registava 2.525 focos de incêndio, enquanto este ano, no mesmo período, foram registadas 5.966 queimadas.

No ritmo atual, este deverá ser o mês com o maior número de incêndios da história do Pantanal, face ao recorde de 5.993 registado em agosto de 2005.

CYR // VM

By Impala News / Lusa

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