Governo de Cabo Verde desafia jovens a investirem na agricultura usando tecnologias

O primeiro-ministro cabo-verdiano, Ulisses Correia e Silva, disse hoje que o Governo está a criar as condições, com oportunidades para o financiamento, e desafiou os jovens a investirem na agricultura, usando as tecnologias e a inovação.

Governo de Cabo Verde desafia jovens a investirem na agricultura usando tecnologias

Governo de Cabo Verde desafia jovens a investirem na agricultura usando tecnologias

O primeiro-ministro cabo-verdiano, Ulisses Correia e Silva, disse hoje que o Governo está a criar as condições, com oportunidades para o financiamento, e desafiou os jovens a investirem na agricultura, usando as tecnologias e a inovação.

“A agricultura é uma atividade económica como as outras, é bom investir no turismo, no comércio, na indústria, mas é bom investir também na agricultura”, afirmou o chefe do Governo, em declarações aos jornalistas na abertura oficial de uma Feira Agropecuária de Cabo Verde, promovida pelo Ministério da Agricultura e Ambiente (MAA), na cidade da Praia.

Para Ulisses Correia e Silva, trata-se de “um grande evento” de promoção da atividade agrícola e pecuária, que conta com 86 expositores de diversas ilhas e estrangeiros. “Vai ser um grande momento para se apresentarem”, deu conta, indicando que também haverá ‘workshops’ e vários momentos de intercâmbio.

“Podermos depois passar uma outra mensagem que é importante criar todas as condições, e o Governo está a criar, e ter respostas por parte dos produtores, dos empreendedores, particularmente dos jovens, para investirem na agricultura”, insistiu.

Correia e Silva avançou que o Governo está a criar as condições no setor da agropecuária e de toda a atividade associada à transformação, com incentivos fiscais, financeiros e linhas de crédito muito favoráveis, com taxas de juro muito baixo para poderem ter acesso ao financiamento.

“Depois a formação técnica, a extensão rural, creio que os mecanismos estão criados, é apelar ao investimento porque é um setor importante para o emprego, para o rendimento, para a segurança alimentar e nutricional”, prosseguiu o primeiro-ministro, entendo que estes acontecimentos são importantes para mostrar as possibilidades tecnológicas, de inovação, de investigação e desenvolvimento.

Também disse que é uma oportunidade para mostrar a pujança de um setor, que contribuiu com 8% para o Produto Interno Bruto (PIB), e que resistiu aos últimos cinco anos de seca no país.

“Representa também resiliência. Desde 2017 temos estado a sofrer secas severas, aguentamos bem, os agricultores aguentaram bem, houve programas de mitigação, mas precisamos ir um bocadinho mais além da resiliência para a sobrevivência, ir da resiliência para o desenvolvimento”, indicou.

Para isso, afirmou que o Governo está a investir fortemente numa estratégia de água, para tornar Cabo Verde menos dependente das chuvas, com a dessalinização, utilização de águas residuais, rega gota a gota, para uma agricultura muito mais produtiva.

Com a feira, onde se esperam cerca de 3.000 visitantes, o Governo cabo-verdiano pretende promover e dinamizar o setor do agronegócio nas suas várias vertentes e fases da cadeia de valor, com foco numa maior resiliência da atividade agropecuária.

Para o ministro da Agricultura e Ambiente, Gilberto Silva, o objetivo é aumentar a contribuição que este setor dá para o PIB nacional, com atração de mais jovens e com sistemas produtivos muito mais eficientes com bases em práticas e pacotes tecnológicos mais modernos.

Durante os quatro dias, será feira demonstração e introdução de máquinas e alfaias agrícolas adaptadas e apropriadas à orografia do país, sementes e plantas adaptadas à condição agroecológica, materiais de irrigação (os sistemas e novas tecnologias existentes), as embalagens, os sistemas de controlo de qualidade, a certificação, as empresas de marketing, as empresas de distribuição, comercialização no mercado interno, numa perspetiva de promoção da empresarialização do setor agrícola.

A feira será ainda um espaço de troca de experiências, de realização de negócios, de intercâmbio de conhecimentos, de contactos, encontros entre os empresários e de promoção de oportunidades e parcerias de negócios entre os participantes.

Entre os expositores, estão agricultores, criadores, empresários agropecuários, artesãos e de outras atividades que se relacionam com o mundo rural, da indústria agroalimentar e da agrotransformação.

O evento é realizado em paralelo com o Fórum Internacional sobre Escassez de Água na Agricultura, que terminou hoje, e que foi realizado pela segunda vez na cidade da Praia, em parceria com o Governo cabo-verdiano e a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura (FAO).

RIPE // LFS

By Impala News / Lusa

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