Governo aprova estratégia para hidrogénio que prevê investimentos de 7.000 milhões

O Governo aprovou a estratégia nacional para o hidrogénio, que prevê investimentos de 7.000 milhões de euros “no horizonte 2030”.

Governo aprova estratégia para hidrogénio que prevê investimentos de 7.000 milhões

Governo aprova estratégia para hidrogénio que prevê investimentos de 7.000 milhões

O Governo aprovou a estratégia nacional para o hidrogénio, que prevê investimentos de 7.000 milhões de euros “no horizonte 2030”.

Lisboa, 21 mai 2020 (Lusa) — O Governo aprovou hoje a estratégia nacional para o hidrogénio, que prevê investimentos de 7.000 milhões de euros “no horizonte 2030”, levando a uma redução da importação de gás natural de 300 a 600 milhões de euros.

A estratégia para o hidrogénio foi aprovada em Conselho de Ministros, que hoje aprovou ainda o Plano Nacional de Gestão Integrada de Fogos Rurais, além de outros diplomas sobre a floresta, entre decretos-lei e resoluções, e o modelo de governação para a execução do Programa Nacional da Política de Ordenamento do Território (PNPOT).

No dia em que foi ainda aprovado o Plano Nacional de Energia e Clima 2030 (PNEC), cuja primeira versão foi apresentada no final do ano passado, o Governo aprovou para consulta pública a Estratégia Nacional para o Hidrogénio (EN-H2), com o objetivo de “introduzir um elemento de incentivo e estabilidade para o setor energético”, segundo o comunicado do Conselho de Ministros.

Na conferência de imprensa após a reunião do Governo, o ministro do Ambiente e Ação Climática, João Pedro Matos Fernandes, explicou que produzir hidrogénio faz parte da estratégia de eletrificação e redução das emissões de gases com efeito de estufa.

A EN-H2 contempla um grande projeto em Sines, que custará entre 04 a 04,5 mil milhões de euros dos 7.000 milhões, sendo o restante valor dividido por unidades mais pequenas, disse o ministro, explicando que dessa verba 85% será investimento privado.

De acordo com Matos Fernandes, “Produzir hidrogénio em Portugal pode ser muito barato”, além de que os gasodutos existentes em Portugal estão em 70% prontos para distribuir hidrogénio. Sines, disse o ministro, poderá em 2030 estar a produzir um gigawatt de energia com o hidrogénio.

Além de cumprir o objetivo de atingir a neutralidade carbónica em 2050, a estratégia para o hidrogénio hoje aprovada dá, diz o Governo, um “um enquadramento sólido e uma visão a todos os promotores com projetos de hidrogénio em curso ou em fase inicial, permitindo consolidá-los numa estratégia mais vasta e coerente que possibilitará novas sinergias e perspetivar os necessários apoios”.

O desenvolvimento de uma indústria em torno do hidrogénio verde em Portugal “tem potencial para dinamizar um novo ecossistema económico, aliado ao enorme potencial de descarbonização”, assegura o Ministério do Ambiente e Ação Climática.

O ministro do Ambiente lembrou, na conferência de imprensa, que em 2030 se pretende que no consumo final de energia 47% provenha de fonte renovável. Nessa altura pretende-se também reduzir para 65% a dependência energética e em 35% o consumo de energia primária.

Matos Fernandes explicou ainda que o “hidrogénio verde” vai poder ser usado como fonte de energia no setor dos transportes, com a criação em paralelo de postos de abastecimento.

 

FP/JF // ZO

By Impala News / Lusa

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