Galp desligou última unidade de produção da refinaria de Matosinhos na sexta-feira

A Galp desligou a última unidade de produção da refinaria de Matosinhos, na passada sexta-feira, na sequência da decisão de concentrar as operações em Sines, disse o administrador.

Galp desligou última unidade de produção da refinaria de Matosinhos na sexta-feira

Galp desligou última unidade de produção da refinaria de Matosinhos na sexta-feira

A Galp desligou a última unidade de produção da refinaria de Matosinhos, na passada sexta-feira, na sequência da decisão de concentrar as operações em Sines, disse o administrador.

Lisboa, 06 mai 2021 (Lusa) — A Galp desligou a última unidade de produção da refinaria de Matosinhos, distrito do Porto, na passada sexta-feira, na sequência da decisão de concentrar as operações em Sines, disse à Lusa o administrador da petrolífera, Carlos Silva.

“Confirmo que na passada sexta-feira desligámos a última unidade de produção na refinaria de Matosinhos”, adiantou Carlos Silva, em declarações à Lusa.

A Galp decidiu concentrar as suas operações de refinação e desenvolvimentos futuros no complexo de Sines e descontinuar a refinação em Matosinhos.

Num comunicado enviado ao mercado em dezembro de 2020, a Galp disse que “continuará a abastecer o mercado regional mantendo a operação das principais instalações de importação, armazenamento e expedição de produtos existentes em Matosinhos”, e que está a “desenvolver soluções adequadas para a necessária redução da força laboral e a avaliar alternativas de utilização para o complexo”.

O administrador da petrolífera garantiu hoje que esta é “uma decisão complexa”, que teve por base a avaliação do contexto da refinação a nível europeu e mundial, os desafios ambientais e de sustentabilidade, com vista à neutralidade carbónica, que levou “ao agravamento das condições fiscais e parafiscais que se colocam sobre a indústria”, a que se juntam as alterações dos modelos de consumo e de mobilidade.

“Com tudo isto e perante as características da refinaria de Matosinhos, não havia nenhuma possibilidade de se continuar as operações de refinação em Matosinhos e, nessa circunstância, não existindo racionalidade ambiental nem económica para este ativo a decisão teve que ser tomada”, notou.

Após ter decidido o encerramento da refinaria, a Galp encetou conversas individuais com os 401 trabalhadores em causa, chegando a acordo com mais de 40%.

“Dentro desses, mais de 100 continuarão a sua atividade, quer no parque logístico de Matosinhos, que manterá as suas funções de abastecimento ao mercado de combustíveis do Norte do país, quer por via da mobilidade interna para as áreas das renováveis, inovação, novos negócios e também para a refinaria de Sines”, precisou Carlos Silva.

Por outro lado, mais 30% do total dos trabalhadores da refinaria de Matosinhos irão manter-se, pelo menos, até janeiro de 2024, no âmbito das operações de desmantelamento e descontinuação da operação.

Segundo a empresa, ao longo desse processo de descontinuação, caso seja identificadas novas oportunidades de negócio, no âmbito do futuro da refinaria, esses trabalhadores podem ser encaixados, de acordo com as suas qualificações e competências.

No entanto, a Galp disse não ter encontrado solução para cerca de 150 trabalhadores e, por isso, vai dar início a um processo de despedimento coletivo.

PE // JNM

By Impala News / Lusa

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