Fundação Bial quer robustecer investigação científica 25 anos depois da sua criação

Depois de ter financiado 692 projetos de 25 países, a Fundação Bial, a festejar o 25.º aniversário, continuará a apostar na “qualidade e prestígio” e a “robustecer” a investigação.

Fundação Bial quer robustecer investigação científica 25 anos depois da sua criação

Fundação Bial quer robustecer investigação científica 25 anos depois da sua criação

Depois de ter financiado 692 projetos de 25 países, a Fundação Bial, a festejar o 25.º aniversário, continuará a apostar na “qualidade e prestígio” e a “robustecer” a investigação.

Porto, 05 out 2019 (Lusa) – Depois de ter financiado 692 projetos de 25 países diferentes, a Fundação Bial, que assinala este ano o seu 25.º aniversário, vai continuar a apostar na “qualidade e prestígio” e a “robustecer” a investigação científica na área da saúde.

Em entrevista à agência Lusa, Luís Portela, presidente da Fundação Bial, afirmou que a grande preocupação e, consequentemente, o objetivo da fundação para os próximos anos, é “dar continuidade e impulsionar o trabalho de qualidade” que tem vindo a ser desenvolvido no âmbito da investigação científica.

“A nossa preocupação é a de robustecer aquilo que temos feito, que os prémios e as bolsas sejam cada vez mais reconhecidos e que a fundação possa dar um contributo importante para a ciência na área da saúde”, salientou.

Luís Portela, que descreve o “caminho percorrido” pela fundação durante estes 25 anos como uma “história bonita”, acredita que foi a parceria “pioneira” entre o Conselho de Reitores das Universidade Portuguesas e o Laboratório Bial que permitiu “distinguir alguns dos mais notáveis investigadores” na área da saúde em Portugal, mas também no estrangeiro.

“A história da Fundação Bial é uma história bonita, porque é uma instituição que foi criada com fins estritamente mecenáticos para beneficiar o desenvolvimento científico”, sublinhou.

Contudo, para Luís Portela a “grande conquista” foi a aproximação de duas “áreas que não dialogavam e estavam muito afastadas”: as neurociências e a parapsicologia.

“O diálogo foi-se realizando e houve uma clara aproximação. Nas últimas edições, cerca de 25% dos projetos que concorrem às nossas bolsas são das duas áreas. Foi uma clara evolução, para a qual a fundação deu algum contributo”, afirmou.

Durante este quarto de século, a Fundação Bial, através dos apoios financeiros a projetos de investigação científica, já distinguiu 692 trabalhos que envolveram cerca de 1.500 investigadores de 25 países diferentes, entre os quais se destaca o Reino Unido (202), Portugal (163) e os Estados Unidos da América (111).

Além das bolsas, a fundação já premiou também, através do Prémio Bial de Medicina Clínica que existe há 35 anos (mas que só é atribuído em anos pares) 276 autores e 102 obras que “contribuíram de forma importante para o desenvolvimento da ciência médica e da saúde em Portugal”, nomeadamente em doenças como a diabetes, cancro, Alzheimer, doenças cardiovasculares e reumáticas.

“A fundação tem tido uma postura muito discreta, mas a dimensão dos seus projetos tem tido muita projeção, mesmo a nível internacional”, afirmou.

Para marcar o 25.º aniversário, Luís Portela adiantou à Lusa que os órgãos da administração da fundação decidiram criar um novo prémio – o BIAL Award in Biomedicine – que procura “distinguir uma obra editada nos últimos 10 anos que tenha contribuído para o avanço do benefício da humanidade”.

A nomeação deste prémio é feita por sociedades científicas independentes, sendo que para esta primeira edição de 2019 já foram selecionadas 40 obras.

Apesar do “excelente” conhecimento científico que é produzido em Portugal, Luís Portela acredita que há ainda “muito potencial para explorar”, nomeadamente no que concerne às políticas públicas de saúde nacionais.

“Acho que aquilo que foi feito [em termos de políticas de saúde], foi bem feito, mas há um potencial para explorar, que é pena não ser explorado, e desejaria que ao longo dos próximos anos as políticas de saúde em Portugal pudessem assumir uma perspetiva desenvolvimentista e de aproveitamento do potencial de conhecimento que existe”, admitiu.

No âmbito das celebrações do 25.º aniversário, a Fundação Bial, que conta agora com um novo presidente do Conselho Científico, o neurocientista António Damásio, vai inaugurar, na próxima terça-feira, uma exposição no Instituto de Ciências Biomédicas Abel Salazar, no Porto.

A exposição, que mostra o trabalho desenvolvido desde 1994, vai, até ao final de 2020, percorrer todas as faculdades de medicina portuguesas e algumas instituições europeias e norte-americanas.

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By Impala News / Lusa

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