FMI admite novo programa de financiamento a Moçambique

O diretor do departamento africano do Fundo Monetário Internacional, Abebe Aemro Selassie, admitiu hoje iniciar discussões sobre um programa de financiamento a Moçambique mesmo antes de a crise da pandemia de covid-19 terminar.

FMI admite novo programa de financiamento a Moçambique

FMI admite novo programa de financiamento a Moçambique

O diretor do departamento africano do Fundo Monetário Internacional, Abebe Aemro Selassie, admitiu hoje iniciar discussões sobre um programa de financiamento a Moçambique mesmo antes de a crise da pandemia de covid-19 terminar.

“Sim, as autoridades expressaram interesse em ter um programa de apoio financeiro, e estou muito satisfeito de começar as negociações sobre isso”, respondeu Selassie, durante a conferência de imprensa que serviu para apresentar as Perspetivas Económicas para a África Subsaariana, hoje divulgadas em Washington.

“Este ano temos programas de financiamento muito rápido, mas os países devem encorajar a sua própria recuperação forte e sólida”, acrescentou o economista etíope, que lidera o departamento africano no FMI.

Moçambique tem várias vezes afirmado em público que necessita de um programa de financiamento por parte do Fundo para corrigir os desequilíbrios macroeconómicos, que se aprofundaram devido à pandemia de covid-19 e deverão fazer o país registar um crescimento económico negativo de 0,5% do PIB este ano.

Ainda sobre Moçambique, Selassie mostrou “grande preocupação” com os ataques que têm sido registados na província nortenha de Cabo Delgado e lembrou outros casos em que a violência se espalhou para países vizinhos.

“Na bacia do Lago Chade, com o Boko Haram, e também há desafios de segurança no Mali que contaminam a Nigéria, o Burkina Faso e grandes partes do Sahel”, apontou Selassie, vincando que “é preciso procurar soluções para combater esta ameaça, é muito importante, não só para Moçambique, mas também para os países vizinhos”.

A província de Cabo Delgado é palco há três anos de ataques armados desencadeados por forças classificadas como terroristas.

A violência provocou uma crise humanitária com mais de mil mortos e cerca de 250.000 deslocados internos.

MBA // JH

By Impala News / Lusa

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