Fisioterapia pode aliviar pressão nas urgências hospitalares

Integração de profissionais de fisioterapia nas equipas de urgência hospitalar pode dar resposta a grande parte dos problemas dos hospitais do Serviço Nacional de Saúde.

Fisioterapia pode aliviar pressão nas urgências hospitalares

Fisioterapia pode aliviar pressão nas urgências hospitalares

Integração de profissionais de fisioterapia nas equipas de urgência hospitalar pode dar resposta a grande parte dos problemas dos hospitais do Serviço Nacional de Saúde.

A integração dos profissionais de fisioterapia nas equipas de urgência hospitalar pode dar resposta a grande parte dos problemas dos hospitais do Serviço Nacional de Saúde, aumentando a eficiência e qualidade dos cuidados prestados e reduzindo o tempo de espera dos doentes. Segundo Bird e colaboradores (2016), cerca de 25% dos doentes que recorrem aos serviços de urgência apresentam queixas relacionadas com perturbações músculo-esqueléticas, números que tendem a agravar-se com o envelhecimento da população e ao aumento da esperança média.

Atualmente, os problemas musculares, articulares e ósseos já são responsáveis por 23% do total de anos vividos com incapacidade. Emanuel Vital, candidato a bastonário da Ordem dos Fisioterapeutas, considera que “a integração dos fisioterapeutas nas equipas multidisciplinares dos serviços de urgências dos hospitais permitiria a recuperação de 15 anos de atraso na utilização dos recursos de fisioterapia no SNS”. Bem como “alargar a capacidade de resposta destes serviços face à crescente procura e complexidade dos doentes”. “A operacionalização de repostas, com vista à implementação de um novo paradigma de oferta de cuidados de saúde exige a mobilização das ordens profissionais relevantes na Saúde, em estreita articulação com a tutela. Ganham os doentes, ganham todos os profissionais e ganha o SNS”, considera.

A integração de fisioterapeutas nas equipas de urgência hospitalar em países como Inglaterra, Canadá e Estados Unidos demonstra, de acordo com Emanuel Vital “a eficácia da medida, verificando-se o aumento da eficiência nos cuidados de saúde prestados, a redução dos custos e de tempo de espera no atendimento, maior satisfação dos utentes e a diminuição do recurso recorrente às urgências”.

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