Festival de Cinema de Cannes começa hoje sem restrições e com ecos da guerra

O Festival de Cinema de Cannes começa hoje em França, sem restrições sanitárias, à espera de 35.000 pessoas, com uma programação na qual ecoa a guerra na Ucrânia e que contará com oito produções e coproduções portuguesas.

Festival de Cinema de Cannes começa hoje sem restrições e com ecos da guerra

Festival de Cinema de Cannes começa hoje sem restrições e com ecos da guerra

O Festival de Cinema de Cannes começa hoje em França, sem restrições sanitárias, à espera de 35.000 pessoas, com uma programação na qual ecoa a guerra na Ucrânia e que contará com oito produções e coproduções portuguesas.

A 75.ª edição do festival de Cannes regressa ao calendário habitual de maio, depois de duas edições condicionadas pela pandemia da covid-19, abrindo com uma comédia de Michel Hazanavicius, intitulada “Z (comme Z)” e que foi renomeada para “Coupez!”, para evitar quaisquer alusões à Rússia. Numa tomada de posição contra a invasão militar russa na Ucrânia, o festival anunciou que não acolherá delegações oficiais ou ligada ao governo russo e incluiu na programação o filme “Mariupolis 2”, do realizador lituano Mantas Kvedaravicius, que morreu em Mariupol, na Ucrânia.

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Entre os filmes da competição oficial de Cannes estão “Crimes of the future”, do canadiano David Cronenberg, que conta com o ator luso-guineense Welket Bungué, “Stars at noon”, de Claire Denis, “Triangle of sadness”, do sueco Ruben Ostlund, que em 2017 venceu a Palma de Ouro com “O quadrado”, ou “Tchaikovski’s wife”, filme do dissidente russo Kirill Serebrennikov, atualmente a viver em Berlim, depois de ter sido autorizado a sair da Rússia. “Armageddon Time”, do norte-americano James Gray, e “Decision to leave”, do sul-coreano Park Chan-Wook, também estarão na competição de Cannes. Das sessões especiais, destaque para o filme “The natural history of destruction”, nova obra do ucraniano Sergei Loznitsa que aborda a história recente da Europa no século XX, em particular no pós-Segunda Guerra Mundial.

Na competição pela Palma de Ouro está “Pacifiction — Tourment sur les îles”, do espanhol Albert Serra e com coprodução portuguesa

Do cinema português presente este ano em Cannes, fora de competição estrear-se-á “Restos do Vento”, de Tiago Guedes. Na competição pela Palma de Ouro está “Pacifiction — Tourment sur les îles”, do espanhol Albert Serra e com coprodução portuguesa. Nos programas paralelos do festival, na Quinzena de Realizadores estará “Fogo-Fátuo”, de João Pedro Rodrigues, e na secção Cannes Classics “O silêncio de Goya”, coprodução franco-hispano-portuguesa dirigida por José Luis López-Linares. Na Semana da Crítica apresentar-se-ão “Ice Merchants”, curta-metragem de animação de João Gonzalez, “Alma Viva”, primeira longa-metragem da luso-francesa Cristèle Alves Meira, e “Tout le monde aime Jeanne”, primeira obra da francesa Céline Devaux, rodada em Lisboa e com coprodução portuguesa pela O Som e a Fúria.

Tom Cruise será um dos homenageados desta edição

O filme “Mistida”, de Falcão Nhaga, estará presente no programa La Cinef do Festival, dedicado a obras feitas em contexto escolar. Tom Cruise será um dos homenageados desta edição, com a estreia de “Top Gun: Maverick”, de Joseph Kosinski, e o ator Forest Whitaker estará presente para receber uma Palma de Ouro de honra. O júri que atribui a Palma de Ouro é presidido este ano pelo ator francês Vincent Lindon e o festival de Cannes termina no dia 28.

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