Festival ao Largo abre hoje com atuação da Orquestra Sinfónica Portuguesa

O grupo de metais e percussão da Orquestra Sinfónica Portuguesa, sob a direção do maestro Pedro Neves, abre hoje, no Palácio Nacional da Ajuda, em Lisboa, o Festival ao Largo, com música de Dmitri Chostakovitch.

Festival ao Largo abre hoje com atuação da Orquestra Sinfónica Portuguesa

Festival ao Largo abre hoje com atuação da Orquestra Sinfónica Portuguesa

O grupo de metais e percussão da Orquestra Sinfónica Portuguesa, sob a direção do maestro Pedro Neves, abre hoje, no Palácio Nacional da Ajuda, em Lisboa, o Festival ao Largo, com música de Dmitri Chostakovitch.

Do compositor russo, um dos maiores sinfonistas do século XX, ouvir-se-á “Abertura Festiva”. Do programa constam ainda obras de Giuseppe Verdi, Aaron Copland e Georges Bizet, entre outros compositores.

A programação do Festival ao Largo, que este ano, devido à pandemia covid-19, não se realiza no largo fronteiro ao Teatro Nacional de São Carlos (TNSC), mas no espaço mais amplo do Palácio Nacional da Ajuda, inclui ainda espetáculos de bailado, teatro e cinema.

O filme “Metropolis”, de Fritz Lang, com música ao vivo de Filipe Raposo, a peça “Sopro”, de Tiago Rodrigues, com o elenco do Teatro Nacional D. Maria II, a música de Bach a Benjamin Britten, de Mozart e Rossini, Fauré e Aaron Copland atravessam o festival, que vai até 25 de julho.

Nos três últimos dias, o Festival ao Largo mantém a sua tradição, com a entrega do palco à Companhia Nacional de Bailado (CNB) e, desta vez, com a estreia de duas novas coreografias: “algo_ritmo”, de Xavier Carmo e Henriett Ventura, com música original de César Viana, interpretada por Sara Ross, e “Symphony of Sorrows”, de Miguel Ramalho, sobre a 3.ª Sinfonia, de Henryk Gorecki, a chamada “Sinfonia das Lamentações”, “, por bailarinos da CNB.

As duas novas obras são apresentadas num programa que inclui excertos do primeiro ato do bailado “D. Quixote”, com coreografia de Eric Volodine.

Tudo se vai passar no pátio do Palácio Nacional da Ajuda, através de um protocolo com a Direção-Geral do Património Cultural (DGPC), em vez do habitual largo S. Carlos, no Chiado, devido às exigências de distanciamento social e de logística do festival ao ar livre, como a presidente do Organismo de Produção Artística (Opart), Conceição Amaral, que gere o TNSC e a CNB, já indicara à Lusa, no início de junho.

O Festival ao Largo constitui a primeira concretização da parceria estabelecida entre o Opart e a DGPC, para a realização, numa base regular, de concertos, ópera e bailado, em museus, monumentos e palácios nacionais, anunciada na quarta-feira.

A programação do festival é também a primeira definida pela atual diretora artística do TNSC, a soprano Elisabete Matos, e inclui duas homenagens “aos heróis e às vítimas da Covid 19”, respetivamente nos dias 15 e 18 de julho, protagonizadas pelo Coro do TNSC.

A programação musical é centrada na OSP e no Coro do São Carlos (CTNSC), que asseguram um total de seis concertos. A Orquestra Invicta All-Stars, a Orquestra de Câmara de Cascais e Oeiras e a Camerata Atlântida são outras formações que participam no festival.

A primeira homenagem do festival, no âmbito da pandemia de covid-19, tem por alvo “os heróis que estão na linha da frente no combate à doença” e acontece no dia 15, com a interpretação da “Pequena Missa Solene”, de Rossini.

A segundo homenagem, às vítimas da Covid-19, é no dia 18 e, do programa, consta o Requiem de Gabriel Fauré.

No ano passado, o TNSC estimou a presença de cerca de 1.500 espetadores, por cada espetáculo do Festival.

Todos os programas têm início às 21:30, à semelhança dos outros anos, à exceção dos da Companhia Nacional de Bailado, que, noutras edições, começavam às 22:00. A entrada é livre.

A programação pode ser consultada em www.festivalaolargo.pt.

AG (JRS/NL) // MAG

By Impala News / Lusa

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