Festival AmadoraBD cumpre 30 edições e conta com mudanças

No ano em que assinala a 30ª edição, o Festival AmadoraBD conta com mudanças na direção e no modelo de programação.

Festival AmadoraBD cumpre 30 edições e conta com mudanças

Festival AmadoraBD cumpre 30 edições e conta com mudanças

No ano em que assinala a 30ª edição, o Festival AmadoraBD conta com mudanças na direção e no modelo de programação.

O festival internacional de banda desenhada AmadoraBD, que começa no dia 24 de outubro, cumpre uma data redonda com a 30.ª edição, mas internamente vive um momento de transição, com mudanças na direção e no modelo de programação.

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«O festival tem muito potencial, mas este ano não tivemos tempo de pensar em estratégias. Esta é uma fase de transição, é tipo um ‘ano zero’», afirmou à agência Lusa a nova diretora criativa do festival, Lígia Macedo, que substitui Nelson Dona, que esteve à frente do festival durante duas décadas.

Nova diretora criativa é escolha da Câmara Municipal da Amadora

Lígia Macedo é uma escolha interna da Câmara Municipal da Amadora – organizadora do festival – e era até agora responsável pelas relações internacionais do evento, no contacto com autores, colecionadores, galerias e museus. Este ano o festival apresenta algumas mudanças estruturais, apontadas pela diretora.

Será mais curto, porque termina a 03 de novembro, não terá um tema central, as exposições concentrar-se-ão todas no Fórum Luís de Camões, haverá menos prémios sobre o ano editorial e uma separação de júris para banda desenhada e ilustração. «Encurtar foi uma decisão política, para experimentar», não só para reduzir custos como também para «perceber se o público se concentra nestes 10 dias em vez do 17», disse, referindo que o orçamento para esta edição ronda os 400 mil euros.

Nas últimas semanas, a organização foi divulgando nas redes sociais várias informações sobre a programação, sabendo-se que Jorge Coelho assina a imagem gráfica do AmadoraBD e terá uma exposição individual. Estão previstas 20 exposições no Fórum Luís de Camões, entre as quais «Stan Lee – O mito e as criações», dedicado ao editor e autor norte-americano, que morreu em 2018, e «Geraldes Lino visto pelos amigos», numa homenagem a uma das figuras de divulgação da BD nacional que morreu este ano.

O autor espanhol Alfonso Font, um dos nomes ligados à série Tex estará na AmadoraBD por causa de uma exposição que lhe é dedicada, em parceria com o Clube Português de Banda Desenhada. Ao nível das exposições, um dos pilares do festival, há algumas mudanças introduzidas.

«Deixamos de ter as exposições dedicadas aos prémios, aos livros e autores premiados na edição anterior. Decidimos desafiar os editores e os livreiros que estão presentes com ‘stand’ a fazerem-nos uma proposta de exposição», explicou Lígia Macedo.

Assim, estarão presentes exposições organizadas, por exemplo, pela Chili Com Carne, com uma coletiva dos autores Xavier Almeida, Tiago Baptista e Mariana Pita, pela Polvo com a mostra dedicada ao livro Grande, de André Ducci, a lançar durante o festival, e três exposições do recente coletivo editorial A Seita, com álbuns de Zé Burnay, José Nuno Fraga e de Mauro Boselli com Michele Cropera.

Zona comercial e de autógrafos serão alargadas

Os outros dois pilares do AmadoraBD são a zona comercial e a zona de autógrafos e ambas serão alargadas, porque «há cada vez mais editores e livreiros interessados em ter um espaço no festival», disse Lígia Macedo. Entre os autores confirmados estão Marjolaine Leray e Susa Monteiro – autoras com duas exposições de ilustração patentes no festival -, Rubén Pellejero, Miguel Mendonça, Keko, Peter Snejbjerg e Tommi Musturi.

No festival será ainda lançada uma antologia no âmbito do projeto «ComEdu: Comics for Education», financiado pelo Programa Erasmus+, que recorre à BD «para fazer uma abordagem diferente a assuntos de cariz social, político e educativo».

Os prémios, que habitualmente distinguem livros do ano editorial, também apresentarão mudanças, não tendo sido ainda divulgados os nomeados.

«Retirámos algumas categorias, mudámos a forma como os prémios são votados, como as nomeações são feitas, retiramos a obrigatoriedade das editoras concorrerem e é o júri que faz uma recolha e seleção dos livros que são editados em Portugal», disse Lígia Macedo. A cenografia geral do espaço do AmadoraBD terá assinatura da artista plástica portuguesa Joana Vasconcelos.

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