Fenprof estima que greve tenha deixado sem aulas 90% das escolas

A Federação Nacional dos Professores (Fenprof) estima que a greve nacional da função pública de hoje tenha deixado sem aulas cerca de 90% das escolas, havendo algumas que chegaram a abrir de manhã, mas encerraram durante a tarde.

Fenprof estima que greve tenha deixado sem aulas 90% das escolas

Fenprof estima que greve tenha deixado sem aulas 90% das escolas

A Federação Nacional dos Professores (Fenprof) estima que a greve nacional da função pública de hoje tenha deixado sem aulas cerca de 90% das escolas, havendo algumas que chegaram a abrir de manhã, mas encerraram durante a tarde.

“Pelos dados recolhidos ao longo de toda a manhã, a Fenprof estima que em 90% das escolas não houve aulas”, refere a estrutura sindical em comunicado.

De acordo com os representantes de professores, esse número aumentou ainda durante a tarde, com “várias escolas que, tendo tido aulas durante a manhã em condições mínimas de funcionamento, tiveram de encerrar” entretanto.

A greve nacional, que decorre a uma semana da votação final global da proposta de Orçamento do Estado para 2023, foi convocada pela Frente Comum de Sindicatos que exige aumentos salariais de 10% ou um mínimo de 100 euros para a administração pública no próximo ano e acredita que ainda há tempo para negociar com o executivo.

“Com esta greve, os trabalhadores da administração pública tornam público o seu descontentamento pela forma como são tratados pelo governo, cujas políticas desrespeitam os seus direitos e põem em causa a qualidade da resposta dos serviços públicos”, escreve a Fenprof.

A organização acrescenta que, além dos motivos comuns a toda a administração pública, os professores protestam contra uma alegada intenção do Governo de deixar de assegurar a paridade no topo entre as carreiras docente e técnica superior, em termos remuneratórios.

Por outro lado, exigem também a contagem integral do tempo de serviço e o descongelamento das progressões na tabela, através do fim das vagas de acesso aos 5.º e 7.º escalões e das quotas de avaliação, além da revisão do regime de recrutamento e mobilidade de docentes, que está atualmente em negociação entre o Ministério da Educação e os sindicatos.

“Depois da expressiva greve de 02 de novembro e da greve de hoje de toda a administração pública, a Fenprof espera que o Governo aceite negociar condições que valorizem a profissão docente e dignifiquem os serviços públicos, desde logo a escola pública”, sublinha o comunicado.

Segundo o balanço global da Frente Comum, a greve nacional da função pública registou uma adesão da ordem dos 80%, com escolas fechadas, centros hospitalares a funcionar em mínimos e serviços de atendimento ao público encerrados.

 

MYCA (DF) // FPA

By Impala News / Lusa

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