Feira do Livro do Porto abre sexta-feira sob mote da poesia e homenagem a Ana Luísa Amaral

A Feira do Livro do Porto arranca na sexta-feira com 84 expositores e dezenas de atividades sob o mote da “produção poética” e com a evocação e homenagem à obra da poeta Ana Luísa Amaral.

Feira do Livro do Porto abre sexta-feira sob mote da poesia e homenagem a Ana Luísa Amaral

Feira do Livro do Porto abre sexta-feira sob mote da poesia e homenagem a Ana Luísa Amaral

A Feira do Livro do Porto arranca na sexta-feira com 84 expositores e dezenas de atividades sob o mote da “produção poética” e com a evocação e homenagem à obra da poeta Ana Luísa Amaral.

A Feira do Livro do Porto, que decorre nos Jardins do Palácio de Cristal, termina dia 11 de setembro, vai ter 84 expositores, 126 pavilhões, 22 concertos, 11 conversas, nove lições e 46 atividades infantojuvenis, quatro sessões de cinema e cinco sessões de palavra soprada.

Em entrevista à agência Lusa, o programador Nuno Faria considerou que os livros, apesar de tudo, se encontram “nos bens de primeira necessidade” e, por isso, acredita que esta Feira do Livro do Porto vai também ser, do ponto de vista comercial, “um evento generoso”.

“Mesmo nos anos de covid-19, com as limitações grandes, foi sempre um evento muito generoso do ponto de vista comercial, portanto as expectativas são as melhores”, reiterou.

Este ano, o mote da Feira do Livro do Porto é a “produção poética” e a escritora homenageada é Ana Luísa Amaral, que morreu a 06 de agosto, aos 66 anos.

Segundo Nuno Faria, o “infeliz desaparecimento” de Ana Luísa Amaral, a protagonista deste ano da Feira do Livro do Porto, “pesa muito”, mas o programa que foi “montado com a Ana Luísa mantém-se” e é até “reforçado”, com a participação de “muitos convidados”, “muitos cúmplices” da escritora e “muitos profundos conhecedores da sua obra.

Nuno Faria reconhece que há “lacunas irrecuperáveis” no programa, pois Ana Luísa Amaral ia ela própria fazer uma lição e participar em várias sessões, mas a sua obra vai ser evocada “dentro do possível com alegria”.

“Na ausência da homenageada cabe-nos obviamente honrar a sua memória, partilhar a obra, discuti-la, evocá-la, dentro do possível com alegria que era uma das características da Ana Luísa. Era uma pessoa radiosa, cheia de energia, cheia de vontade de viver e, portanto, é esse mote que nós queremos, em conjunto com os nossos convidados”, afirmou Nuno Faria.

Na manhã de sábado, há lugar para uma lição dada por Maria Irene Ramalho, que foi professora e “mentora” de Ana Luísa Amaral e é uma “profunda conhecedora” do trabalho da poeta.

A abrir a sessão da tarde de sábado vai passar o filme “Entre dois rios e outras noites”, de Nuno F. Santos, destacou Nuno Faria, elencando alguns dos convidados, como Rosa Maria Martelo, Isabel Pires de Lima, Teresa Coutinho ou Luís Caetano, que fez o programa “O Som que os versos fazem ouvir” na Antena 1 com Ana Luísa Amaral, Pedro Serra e Joana Matos Frias.

As tradutoras dos livros de Ana Luísa Amaral, como por exemplo Catherine Dumas, ou Isaque Ferreira, que vai fazer uma performance sobre o trabalho da Ana Luísa, são outros dos destaques enumerados.

“Esta feira é muito especial. […] É uma feira onde podemos encontrar os mais diversos livreiros, pequenos livreiros, alfarrabistas, a uma escala mais pequena que outras feiras, mas ao mesmo tempo é uma feira que é um festival literário, diria mesmo cultural. Há muitos eventos a acontecer, há concertos, há conversas, há lições, há uma programação infantojuvenil. É um sítio em que as pessoas não vêm só de passagem”, explicou o programador.

A estrutura programática da Feira do Livro do Porto mantém-se “inalterada há já alguns anos”, recordou, explicando que o certame aposta numa “diversidade de atividades” que passam pelos concertos, sobretudo ao ar livre, como por exemplo na Casa do Roseiral ou na Concha Acústica, mas também com atividades no interior.

O cinema, com o apoio do Cineclube do Porto, a programação literária centrada no auditório da Biblioteca Almeida Garrett e os dois programas de lições – “O Sentido da vida é só cantar”, dedicado à poesia, e “Escrever brasileiro em língua minha” com a evocação dos 200 anos da Independência do Brasil, são outros destaques da organização.

CCM // TDI

By Impala News / Lusa

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