Federação Portuguesa de Tauromaquia exige demissão da ministra da Cultura

A Prótoiro – Federação Portuguesa de Tauromaquia exigiu hoje a “imediata” demissão da ministra da Cultura, Graça Fonseca, argumentando que a sua primeira intervenção pública sobre tauromaquia, na Assembleia da República, foi um “insulto” aos aficionados.

Federação Portuguesa de Tauromaquia exige demissão da ministra da Cultura

Federação Portuguesa de Tauromaquia exige demissão da ministra da Cultura

A Prótoiro – Federação Portuguesa de Tauromaquia exigiu hoje a “imediata” demissão da ministra da Cultura, Graça Fonseca, argumentando que a sua primeira intervenção pública sobre tauromaquia, na Assembleia da República, foi um “insulto” aos aficionados.

A ministra da Cultura admitiu, na terça-feira, discutir em sede de especialidade do Orçamento do Estado para 2019 (OE2019) um eventual alargamento dos espetáculos abrangidos pela redução do IVA de 13% para 6%, mas excluiu a tauromaquia por ser uma questão de civilização.

A afirmação surgiu na sequência de críticas lançadas pela deputada do CDS-PP Vânia Dias da Silva por a descida do IVA excluir a tauromaquia, acusando o Governo de “discriminação” e de imposição de uma “ditadura do gosto”, tendo a ministra da Cultura reagido: “Senhora deputada [do CDS-PP] a tauromaquia não é uma questão de gosto, é uma questão de civilização e manteremos como está”.

Em comunicado enviado hoje à agência Lusa, a Federação Portuguesa de Tauromaquia exige a “imediata demissão” da ministra por ter “insultado todos os portugueses” e por ter “atacado de forma cega” a cultura e a Constituição da República Portuguesa, que “ainda há dias” jurou defender.

“É inaceitável que um governante se proponha governar por convicções ideológicas preconceituosas, discriminatórias e atentatórias do Estado de Direito. Mais inaceitável se torna, quando se trata de uma ministra que sempre lutou, muito e bem, pelo direito à diferença e contra a discriminação”, lê-se no comunicado.

A Protoiro considera que Graça Fonseca, ao afirmar que “discriminar a tauromaquia não é uma questão de gosto, mas uma questão de civilização”, está a “insultar mais de três milhões” de pessoas em Portugal que “todos os anos assistem livremente a espetáculos tauromáquicos em praças, na TV e que enchem ruas de cidades e aldeias de norte a sul do país”, onde decorrem iniciativas relacionadas com a tauromaquia popular.

“Nós pertencemos à civilização de Picasso, Hemingway, Vargas Llosa, Amália, Lobo Antunes, Júlio Pomar, Pedro Cabrita Reis, Marcelo Rebelo de Sousa, Jorge Sampaio, Manuel Alegre, entre muitos outros cidadãos e artistas apreciadores das touradas”, lê-se no comunicado.

Segundo a Prótoiro, Graça Fonseca demonstrou “o quanto não está preparada” para as funções para as quais foi nomeada, “nem para defender” a Constituição da República Portuguesa.

“A sua demissão não é uma questão de gosto, mas de civilização”, afirma a mesma federação.

A Federação Portuguesa de Tauromaquia contesta que o setor tenha sido excluído do regime de IVA do espetáculo, que vai passar, caso o OE2019 seja aprovado, dos atuais 13% para os 6%.

O secretário-geral da Prótoiro, Helder Milheiro, considera que estão em causa propostas “manifestamente ilegais e inconstitucionais”.

“Quando o Estado impõe medidas à população, por uma questão de gosto, deixa-se de viver em democracia, mas numa tirania. Quem tem preconceitos, sejam eles os agora tornados públicos pela ministra ou de outra qualquer natureza, não pode exercer cargos públicos”, afirmou a Prótoiro.

Nesse sentido, Helder Milheiro dá como exemplo o caso do antigo ministro da Cultura, João Soares, que, “por muito menos” abandonou a mesma pasta.

“Alerto para o que disse, na altura, António Costa: ‘Já recordei aos membros do Governo que, enquanto membros do Governo, nem à mesa do café podem deixar de se lembrar que são membros do Governo'”, recordou o responsável da federação.

No comunicado, a Prótoiro recorda a Constituição e decretos-lei para defender a tauromaquia, acrescentando que “aguardou” que Graça Fonseca “apresentasse publicamente um pedido de desculpas” aos portugueses ou que “tivesse a dignidade de sair pelos próprios pés” após esta situação.

HYT (PMF) // MLM

By Impala News / Lusa

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