Exposição de pintura de Vieira da Silva cria experiência sensorial aos visitantes

Uma exposição que tem por objetivo dar uma experiência imersiva e sensorial da obra de Maria Helena Vieira da Silva (1908-1992), com música original de Rodrigo Leão, é inaugurada hoje no museu dedicado à artista, em Lisboa.

Exposição de pintura de Vieira da Silva cria experiência sensorial aos visitantes

Exposição de pintura de Vieira da Silva cria experiência sensorial aos visitantes

Uma exposição que tem por objetivo dar uma experiência imersiva e sensorial da obra de Maria Helena Vieira da Silva (1908-1992), com música original de Rodrigo Leão, é inaugurada hoje no museu dedicado à artista, em Lisboa.

“Vieira da Silva Pintura em Movimento” é o título da nova mostra que alia a obra de arte com o som e a imagem em movimento, e é inaugurada hoje, às 18:00, numa sala do Museu Arpad-Szénes — Vieira da Silva, ficando patente ao público a partir de sexta-feira.

O músico e compositor Rodrigo Leão assina a banda sonora original, especialmente criada para esta animação da pintura de Maria Helena Vieira da Silva.

Concebida pela Fundação Arpad Szenes – Vieira da Silva, esta sala imersiva vai permitir, segundo esta entidade, a disponibilização de parte da obra da artista em formato digital, ao mesmo tempo que “permite dialogar com as obras originais expostas”.

O objetivo, segundo o museu, é “atrair um público mais vasto e alargado através da experiência contemporânea do efeito imersivo digital, que procura a complementaridade de uma experiência que apela a todos os sentidos”.

“A exposição imersiva na obra da artista não é uma exposição comum, é uma experiência sensorial, única e inovadora, que alia a obra de arte com a imagem em movimento e o som”, segundo o texto descritivo do museu.

Esta mostra “é uma imersão na arte de uma das maiores pintoras portuguesas e a primeira exposição deste género em Portugal dedicada à obra de um artista português”, acrescenta o texto de apresentação do museu.

A exposição foi financiada pelo programa ProMuseus do Ministério da Cultura e contou ainda com o Mecenato do BPI/ Fundação “La Caixa”.

Criada ainda em vida de Maria Helena Vieira da Silva, uma das mais importantes pintoras portuguesas, e instituída por decreto-lei em 10 de maio de 1990, a Fundação Arpad Szenes – Vieira da Silva, que tutela o museu com o mesmo nome, tem como missão garantir a existência de um espaço, em Portugal, onde o público possa contactar permanentemente com a obra do casal de artistas.

Quando França sofreu a ocupação nazi, na Segunda Guerra Mundial, Vieira da Silva e Arpad Szenes, que viviam em Paris, tentaram regressar a Portugal, mas o presidente do Governo da ditadura, António de Oliveira Salazar, retirou a nacionalidade portuguesa à pintora e ao marido, cidadão húngaro de ascendência judia.

Vieira da Silva e Arpad partiram então para o Brasil, onde estiveram exilados entre 1940 e 1947, permanecendo apátridas até 1956, ano em que lhes foi concedida a nacionalidade francesa.

O Museu Arpad Szenes – Vieira da Silva foi inaugurado a 03 de novembro de 1994, num edifício da Praça das Amoreiras, cedido pela Câmara Municipal de Lisboa, e apresenta regularmente exposições com a obra do casal ou de artistas com os quais tiveram algum tipo de ligação de amizade.

A Fundação Calouste Gulbenkian custeou as obras de remodelação e a Fundação Luso-Americana para o Desenvolvimento apoiou o projeto na área da investigação.

A coleção do museu cobre um vasto período da produção de pintura e desenho do casal: de 1911 a 1985, para Arpad Szenes (1897-1985), e de 1926 a 1986, para Maria Helena Vieira da Silva (1908-1992).

Também foi desejo de Vieira da Silva legar um espaço de investigação aberto ao público, cumprido com a criação do Centro de Documentação e Investigação que, além de desenvolver pesquisas internamente, tem acolhido investigadores portugueses e estrangeiros.

Na Rua João Penha, junto à praça das Amoreiras e ao museu, está também aberta ao público a antiga casa-atelier da pintora, com uma programação própria de exposições e conferências, acolhimento de atividades propostas pela comunidade e residências para artistas e investigadores.

AG // MAG

By Impala News / Lusa

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