Estudo usa larvas para avaliar novo combate à malária em Moçambique

Uma pesquisa está a usar larvas de mosquito para estudar a resistência aos inseticidas usados contra a malária na província de Gaza, sul de Moçambique, anunciaram hoje os autores do estudo.

Estudo usa larvas para avaliar novo combate à malária em Moçambique

Estudo usa larvas para avaliar novo combate à malária em Moçambique

Uma pesquisa está a usar larvas de mosquito para estudar a resistência aos inseticidas usados contra a malária na província de Gaza, sul de Moçambique, anunciaram hoje os autores do estudo.

“O estudo consiste na colheita de larvas de mosquito nos postos sentinela estabelecidos pelo Programa Nacional do Controlo da Malária e no crescimento das mesmas no insetário de Xai-Xai, até à sua fase adulta, antes de serem submetidas a vários testes de suscetibilidade”, refere um comunicado divulgado hoje pela Organização Mundial da Saúde (OMS), uma das entidades envolvidas na pesquisa.

O objetivo destes exercícios é de monitorizar a resistência dos mosquitos aos inseticidas usados em saúde pública, diz a nota.

Alfa Moiane, biólogo e responsável provincial do programa da Malária na província de Gaza, afirmou que as larvas são recolhidas em três pontos sentinela.

“No âmbito da prevenção e controlo da malária, uma das principais intervenções do controlo vetorial é a pulverização intradomiciliária”, assinalou Moiane, citado na nota.

A pesquisa, prosseguiu, é orientada através da resistência a esses inseticidas.

Sónia Trigo, ponto focal de Saúde Pública e Ambiente da OMS em Moçambique, que participou numa das ações de recolha de larvas em Gaza, afirmou que os resultados dos testes de suscetibilidade servirão para ajudar o Programa Nacional de Combate à Malária na tomada de decisão sobre “a seleção do inseticida” a ser usado na pulverização intradomiciliaria e no tipo de redes.

De acordo com a OMS Moçambique, o estudo é parte do projeto AFRO II para prevenção e controlo de doenças, que arrancou em 2018 e termina em dezembro.

Segundo o relatório da Organização Mundial da Saúde (OMS) de dezembro de 2021, Moçambique é um dos seis países da África subsaariana em que se concentra mais de metade de todos os casos de malária no mundo: são eles Nigéria (27% dos casos mundiais), República Democrática do Congo (12%), Uganda (5%), Moçambique (4%), Angola (3,4%) e Burkina Faso (3,4%).

PMA // VM

By Impala News / Lusa

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