Estratégia para incentivar o andar a pé quer reduzir sedentarismo em 15% até 2030

A Estratégia Nacional para a Mobilidade Ativa Pedonal 2030, aprovada hoje pelo Governo, pretende reduzir em 15% o índice de sedentarismo no país até ao final da década, disse hoje o secretário de Estado da Mobilidade Urbana.

Estratégia para incentivar o andar a pé quer reduzir sedentarismo em 15% até 2030

Estratégia para incentivar o andar a pé quer reduzir sedentarismo em 15% até 2030

A Estratégia Nacional para a Mobilidade Ativa Pedonal 2030, aprovada hoje pelo Governo, pretende reduzir em 15% o índice de sedentarismo no país até ao final da década, disse hoje o secretário de Estado da Mobilidade Urbana.

Jorge Delgado, em declarações à agência Lusa, especificou que se pretende que o índice de sedentarismo, que era em 2020 de 46% (Direção-Geral da Saúde), possa reduzir entre 2024, 2027 e 2030, respetivamente, cinco, 10 e 15%.

A estratégia hoje aprovada estabelece também metas nas quotas de mobilidade pedonal, que desceu de 25% em 2000 para 16% em 2011. “Queremos chegar a 2030 com uma quota pedonal de 35%” disse o secretário de Estado.

A Estratégia Nacional para a Mobilidade Ativa Pedonal 2030 (ENMAP) foi aprovada na generalidade e vai agora para consulta pública, esperando Jorge Delgado que seja definitivamente aprovada até ao fim do ano.

Além de desenvolver planos e criar medidas para promover o andar a pé, a estratégia complementa outra que já existe que é a da mobilidade ativa ciclável.

Segundo o secretário de Estado, o documento hoje aprovado envolve várias áreas governativas, “com medidas que vão de medidas legislativas, da área da segurança rodoviária, relacionadas com a educação, com investimentos em infraestruturas para melhorar as cidades e as suas características para que se tornem mais ´pedonáveis´, e medidas de natureza fiscal”.

Jorge Delgado considerou que na generalidade das cidades o automóvel ganhou um “protagonismo excessivo”, ao qual as cidades se foram adaptando, pelo que é essa tendência que é preciso inverter.

“Só vamos conseguir tirar os carros das cidades na medida em que conseguirmos oferecer uma alternativa eficiente”, que passa por um transporte público eficiente, que tem de ser complementado com o último troço de viagem, disse o responsável, acrescentando que as cidades precisam de “desenvolver planos sustentados de mobilidade urbana”.

Jorge Delgado falava à Lusa no final da cerimónia de hoje de assinatura, no Ministério do Ambiente, de contratos relativos ao concurso para o financiamento de 250 autocarros elétricos e sete a hidrogénio para as áreas metropolitanas de Lisboa e do Porto. Das 18 candidaturas recebidas pelo Governo vão ser financiadas sete, com execução prevista até final do próximo ano.

Na altura o ministro do Ambiente e Ação Climática, Duarte Cordeiro, reafirmou que em pouco mais de cinco anos foram renovadas as frotas rodoviárias de transportes coletivos com mais de 1.100 autocarros de elevado desempenho ambiental.

Na terça-feira, no parlamento, Duarte Cordeiro já tinha falado da cerimónia de hoje e tinha referido que “estão em curso ou comprometidos 3,5 mil milhões de euros para a área da mobilidade”, sendo que para a expansão das redes correspondem 1,7 mil milhões de euros.

Os 257 novos autocarros, cujo financiamento corresponde a um apoio de 48 milhões de euros provenientes do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR), juntam-se aos 893 previamente financiados através do Programa Operacional Sustentabilidade e Eficiência no Uso de Recursos (POSEUR).

FP (RCP) // ZO

By Impala News / Lusa

Impala Instagram


RELACIONADOS