EXCLUSIVO | Bastonária confirma que enfermeiros não violaram serviços mínimos

EXCLUSIVO PORTAL DE NOTÍCIAS | Ana Rita Cavaco, bastonária da Ordem dos Enfermeiros acusa o Governo de estar «a alarmar a opinião pública».

EXCLUSIVO | Bastonária confirma que enfermeiros não violaram serviços mínimos

EXCLUSIVO PORTAL DE NOTÍCIAS | Ana Rita Cavaco, bastonária da Ordem dos Enfermeiros acusa o Governo de estar «a alarmar a opinião pública».

A bastonária da Ordem dos Enfermeiros, Ana Rita Cavaco, encontrou-se esta semana com os enfermeiros-directores das instituições de saúde que aderiram a esta segunda greve cirúrgica dos enfermeiros para aferir se tinha ocorrido alguma violação dos serviços mínimos. Em declarações ao Portal de Notícias esta sexta-feira, 15 de fevereiro, afirma não haver qualquer incumprimento a registar. «Aquilo que os enfermeiros-diretores disseram à Ordem é que não há nada que devem reportar para abertura de inquérito disciplinar. Portanto, desse ponto de vista estamos tranquilos.»

Neste sentido, a bastonária manifesta indignação quando à legitimidade do Governo em ter decretado uma requisição civil no dia 7 de fevereiro, a meio da segunda greve cirúrgica. «Se não há nada a reportar à Ordem para se abrirem inquéritos disciplinares, não percebemos muito bem qual é o argumento do Governo relativamente à requisição civil». Ana Rita Cavaco acusa também o Governo de «alarmar a opinião pública» sem fundamento quando apelou, recentemente, «ao bom-senso dos enfermeiros». «No fundo, quem está a alarmar a opinião pública é o Governo. Porque nesta greve, inclusive, aumentou-se a produção cirúrgica devido a uma melhor organização dos blocos operatórios», garante.

«O Governo há mais de um ano que finge estar a negociar com os sindicatos dos enfermeiros»

Sobre o Supremo Tribunal Administrativo ter aceitado a intimação entregue pelo Sindicato Democrático dos Enfermeiros Portugueses (Sindepor), a bastonária mostra-se satisfeita. «Se há aqui alguma coisa a apurar deve ser através da Justiça, porque o Governo acaba por ser parcial. Foi o Governo que fez a requisição civil com base em supostos casos de violação de serviços mínimos, mas não diz quais são. Tem de haver factos», salienta.

Apesar da assumida tensão entre o Governo e a associação que congrega todos os profissionais de Enfermagem que trabalham no País, Ana Rita Cavaco assevera não acreditar que a atual incompatibilidade afete as negociações com as estruturas sindicais. A bastonária reforça ainda que as negociações não estão a avançar por culpa exclusiva do Governo. «O governo há mais de um ano que finge estar a negociar com os sindicatos. Esta atitute traduz-se na marcação de reuniões atrás de reuniões. Nas quais, na verdade, não se avançava nada. Os enfermeiros já deram todos os passos para se aproximarem do Governo. Os sindicatos que convocaram esta greve já disseram que estão dispostos a negociar alguns pontos daquilo que são os seus pontos fulcrais. O Governo não estava habituado a ouvir os enfermeiros.» A segunda greve cirúrgica dos enfermeiros começou a 31 de janeiro e está prevista até dia 28 de feveveiro.

Texto: Mafalda Tello Silva

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