EIT InnoEnergy lança projeto de 100 mil ME por ano na área do hidrogénio verde

A EIT InnoEnergy lançou hoje o European Green Hydrogen Acceleration Center, para apoiar a economia com 100 mil milhões de euros por ano na área do hidrogénio verde até 2025.

EIT InnoEnergy lança projeto de 100 mil ME por ano na área do hidrogénio verde

EIT InnoEnergy lança projeto de 100 mil ME por ano na área do hidrogénio verde

A EIT InnoEnergy lançou hoje o European Green Hydrogen Acceleration Center, para apoiar a economia com 100 mil milhões de euros por ano na área do hidrogénio verde até 2025.

“Com o apoio da Breakthrough Energy, o European Green Hydrogen Acceleration Center (Centro de Aceleração Europeu para o Hidrogénio Verde) irá estimular o desenvolvimento de um setor que é fulcral para atingir os objetivos europeus de neutralidade carbónica até 2050 e onde Portugal é parte interessada com 37 projetos a submeter à EU [União Europeia]”, lê-se no comunicado enviado à comunicação social.

Segundo a EIT InnoEnergy, a iniciativa para apoiar o desenvolvimento de uma economia no valor de 100 mil milhões de euros por ano na área do hidrogénio verde, na Europa, até 2025, tem “o potencial de criação de meio milhão de postos de trabalho diretos e indiretos”.

“Esta iniciativa será um fator determinante no ecossistema de hidrogénio verde da Europa e trabalhará em colaboração com os esforços existentes neste espaço para alcançar a visão da Europa, sendo apoiada pela Breakthrough Energy, fundada por Bill Gates conjuntamente com um grupo de investidores privados mundiais da área da tecnologia e negócios, para acelerar a transição energética e mitigar as alterações climáticas no percurso para emissões zero até 2050”, referiu a entidade que atua nas áreas de inovação e empreendedorismo no setor da energia sustentável na Europa.

“Como fonte de energia de baixas emissões, o hidrogénio verde está bem posicionado para se tornar uma peça central da economia ligada à neutralidade carbónica da União Europeia, assegurando autonomia estratégica através da diminuição da dependência atual de importação de combustíveis fósseis de mais de 320 mil milhões de euros anuais”, acrescentou.

Entre as prioridades destacadas pela EIT está a “necessidade de diminuir a lacuna de preço entre as tecnologias emissoras de carbono e o hidrogénio verde, o que levanta enormes desafios às indústrias com uso intensivo de energia (aço, cimento, químicas, papel), transporte pesado (marítimo e camiões pesados) e fertilizantes”.

Assim, a EGHAC pretende desenvolver diversas atividades, como a promoção e cocriação de projetos industriais em toda a cadeia de valor, a construção de conexões com outras cadeias de valor industrial e da energia, a aceleração do desenvolvimento de tecnologia, o estímulo de crescimento do mercado e a aceitação da sociedade.

“A comercialização de hidrogénio verde é absolutamente vital para que a Europa atinja os seus objetivos ambiciosos de se tornar o primeiro continente com emissões neutras até 2050”, defendeu o membro do conselho de administração da EIT InnoEnergy, Jacob Ruiter.

“Simplesmente, não há melhor maneira de descarbonizar a indústria pesada e o transporte pesado, e pode ainda desempenhar um papel significativo no apoio à flexibilidade da rede através do armazenamento”, acrescentou.

De acordo com a EIT, na sequência do lançamento da Estratégia Nacional para o Hidrogénio, foram apresentados 74 projetos na área do hidrogénio, no decurso da consulta pública, com investimentos propostos a atingirem 16 mil milhões de euros.

A EIT InnoEnergy – criada em 2010 com apoio do European Institute of Innovation and Technology (EIT) – apoia e investe em inovação em todas as fases do processo, com um ecossistema de mais de 600 parceiros em energia sustentável, tendo já investido 560 milhões de euros desde 2010.

A Breakthrough Energy é uma rede de entidades e iniciativas, incluindo fundos de investimento, programas sem fins lucrativos e filantrópicos, e esforços políticos, estabelecida em 2015 por Bill Gates e uma coligação de investidores privados e funciona num modelo de parcerias público-privadas, para incentivar o desenvolvimento de novas tecnologias de energia com emissões neutras e o investimento em energia limpa.

MPE // EA

By Impala News / Lusa

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