Economista Amartya Sen vence Prémio Princesa das Astúrias para as Ciências Sociais

O economista indiano Amartya Sen foi distinguido hoje, em Oviedo, Espanha, com o Prémio Princesa das Astúrias para as Ciências Sociais 2021, pela sua contribuição para a luta contra a injustiça, desigualdade, doença e ignorância.

Economista Amartya Sen vence Prémio Princesa das Astúrias para as Ciências Sociais

Economista Amartya Sen vence Prémio Princesa das Astúrias para as Ciências Sociais

O economista indiano Amartya Sen foi distinguido hoje, em Oviedo, Espanha, com o Prémio Princesa das Astúrias para as Ciências Sociais 2021, pela sua contribuição para a luta contra a injustiça, desigualdade, doença e ignorância.

Nascido em Bengala (Índia) em 1933, Amartya Kumar Sen, galardoado já com o Prémio Nobel da Economia em 1998, foi distinguido pelas suas contribuições sobre as causas da fome, desigualdade e pobreza, bem como por ter desenvolvido o índice para medir a pobreza, no qual se baseia o Índice de Desenvolvimento Humano atualmente utilizado pelas Nações Unidas.

O júri do prémio sublinha que as suas pesquisas sobre a fome e a sua teoria do desenvolvimento humano, economia do bem-estar e os mecanismos subjacentes da pobreza têm contribuído para a luta contra a injustiça, desigualdade, doença e ignorância.

Segundo a Fundação Princesa das Astúrias, na sua obra mais conhecida, “Poverty and Famines. An Essay on Entitlement and Deprivation” (1981) Amartya Sen demonstrou que a fome não é uma consequência de falta de alimentos, mas de desigualdades nos mecanismos de distribuição de alimentos.

As suas contribuições para o desenvolvimento de indicadores económicos e sociais têm sido os conceitos de ‘capacidade e liberdade positiva’, a capacidade real de uma pessoa ser ou fazer algo, por oposição à liberdade negativa, comum na economia, que se centra na não-interferência.

“A sua escola de pensamento ajudou a redirecionar os planos de desenvolvimento e algumas políticas das Nações Unidas”, considera a fundação.

Amartya Kumar Sen foi professor nas universidades de Harvard, Oxford e Cambridge.

Este foi o terceiro dos oito Prémios Princesa das Astúrias que vão ser anunciado este ano, depois de o galardão para a Comunicação e Humanidades ter sido atribuído à jornalista e escritora norte-americana Gloria Steinem e o para as Artes à artista sérvia Marina Abramovic.

Cada prémio consiste numa escultura do pintor e escultor espanhol Joan Miró — símbolo que representa o galardão -, 50.000 euros, um diploma e uma insígnia, que até 2019 foi entregue numa cerimónia solene presidida pelo rei de Espanha, Felipe VI, no teatro Campoamor, em Oviedo.

O prémio para as Ciências Sociais foi atribuído em 2020 ao economista turco Dani Rodrik e em edições anteriores ao sociólogo Alejandro Portes (2019), a Michael J. Sandel (2018), David Attenborough (2009), Mary Robinson (2006) e Paul Krugman (2004), entre outros.

Este galardão distingue “trabalhos de criação e/ou investigação em história, direito, linguística, pedagogia, ciências políticas, psicologia, sociologia, ética, filosofia, geografia, economia, demografia e antropologia, e as disciplinas dentro de cada uma destas áreas”.

Em termos mais gerais, os Prémios Princesa das Astúrias distinguem o “trabalho científico, técnico, cultural, social e humanitário” realizado por pessoas ou instituições a nível internacional.

FPB // SB

By Impala News / Lusa

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