Dois cientistas portugueses recebem bolsas europeias que totalizam 3,3 milhões de euros

Os cientistas portugueses Albino Oliveira-Maia e Elias Barriga vão receber bolsas do Conselho Europeu de Investigação no valor global de 3,3 milhões de euros, anunciou hoje a Fundação Champalimaud, que representa um dos investigadores.

Dois cientistas portugueses recebem bolsas europeias que totalizam 3,3 milhões de euros

Dois cientistas portugueses recebem bolsas europeias que totalizam 3,3 milhões de euros

Os cientistas portugueses Albino Oliveira-Maia e Elias Barriga vão receber bolsas do Conselho Europeu de Investigação no valor global de 3,3 milhões de euros, anunciou hoje a Fundação Champalimaud, que representa um dos investigadores.

O psiquiatra e neurocientista Albino Oliveira-Maia, do Centro Champalimaud, foi contemplado com uma bolsa de 1,5 milhões de euros e o investigador Elias Barriga, do Instituto Gulbenkian de Ciência, com um financiamento de 1,8 milhões de euros.

As bolsas destinam-se a apoiar a investigação nas áreas da neurobiologia da escolha alimentar (Albino Oliveira-Maia) e da migração celular (Elias Barriga), refere a Fundação Champalimaud em comunicado.

O financiamento europeu permitirá à equipa de Albino Oliveira-Maia, que dirige a Unidade de Neuropsiquiatria do Centro Champalimaud, “continuar a sua exploração inovadora sobre a comunicação entre os sistemas digestivo e nervoso”.

Num estudo anterior, o grupo de investigação de Albino Oliveira-Maia identificou em ratinhos um “eixo digestivo-cerebral capaz de controlar a escolha alimentar”.

Agora, num novo trabalho, a equipa liderada pelo neurocientista pretende, com base nesta descoberta, estudar a escolha alimentar nos humanos, esclarecendo como e porquê se opta pela ingestão de certos alimentos, e, assim, obter mais pistas para controlar a obesidade.

Para este estudo, Albino Oliveira-Maia vai fazer medições e análises do comportamento e da atividade cerebral em simultâneo.

O investigador do Instituto Gulbenkian de Ciência Elias Barriga quer “compreender melhor como as células migram nos ambientes complexos” do corpo, uma investigação que pode clarificar processos como o desenvolvimento embrionário, malformações congénitas, a reparação de tecidos ou a metastização do cancro.

“Nestes ambientes, as células precisam de sentir e responder a múltiplos sinais de natureza bioquímica e biofísica, mas o efeito recíproco entre estes sinais está ainda pouco caracterizado”, salienta o comunicado da Fundação Champalimaud.

O Conselho Europeu de Investigação é a entidade que gere os programas da União Europeia de incentivo à ciência, incluindo bolsas de investigação.

ER // HB

By Impala News / Lusa

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