Díli vive situação de “calamidade” com inundações na cidade

Grande parte da cidade de Díli está inundada, após três dias de chuva intensa, convertendo toda a capital timorense numa “zona de calamidade”, disse à Lusa fonte da Proteção Civil.

Díli vive situação de

Díli vive situação de “calamidade” com inundações na cidade

Grande parte da cidade de Díli está inundada, após três dias de chuva intensa, convertendo toda a capital timorense numa “zona de calamidade”, disse à Lusa fonte da Proteção Civil.

Grande parte da cidade de Díli está inundada, com os leitos das principais ribeiras a transbordar, depois de três dias de chuva intensa, convertendo toda a capital timorense numa “zona de calamidade”, disse à Lusa fonte da Proteção Civil.

Relatos da Protecão Civil e de residentes em vários bairros da cidade indicam que a água em alguns locais chega aos dois metros, com casas nas margens da ribeira de Comoro a serem arrastadas pelas águas.

Fonte da Proteção Civil disse à Lusa que ainda não é possível fazer um balanço da situação e apurar se há ou não vítimas, já que “toda a cidade é uma zona de calamidade”.

Parte da Avenida de Portugal, ao longo do mar, onde estão situadas algumas das embaixadas, abateu, com as águas a entrarem nas casas, incluindo na delegação da Lusa.

Vários residentes, incluindo cidadãos portugueses, já tiveram de abandonar as suas casas, apesar de a circulação em Díli estar muito limitada, devido ao largo volume de água que se acumula.

A maré alta, durante a noite, e o largo volume de águas das ribeiras, fez subir o nível em praticamente toda a cidade, com as equipas da Proteção Civil, bombeiros e serviços de emergência do Governo espalhados pela cidade a tentar auxiliar as populações.

Ao longo da madrugada e do início da manhã, residentes em várias zonas da cidade enviaram fotos e vídeos à Lusa que atestam a fúria das águas em alguns locais.

Um número indeterminado de famílias perdeu as suas casas, com várias zonas, incluindo o recinto do palácio presidencial, inundadas.

Há ainda preocupação relativamente a dois locais usados para o isolamento de pacientes de covid-19, nomeadamente o centro de Vera Cruz, em Díli, e a zona de Tasitolu.

Nos últimos dias, os serviços meteorológicos tinham alertado para o risco de chuva forte em várias zonas do país, com destaque para a costa Norte, devido aos efeitos de um sistema de baixa pressão, localizado sobre a parte ocidental da ilha de Timor.

As chuvas fortes já tinham causado problemas em vários municípios do país nos últimos dias, com relatos de casas destruídas e outras infraestruturas afetadas, incluindo estradas e pontes.

Alguns residentes dizem que as chuvas e a situação que se vive hoje em Díli é significativamente mais grave que a que se viveu no passado dia 13 de março de 2020, quando cheias afetaram dezenas de milhares de pessoas na capital.

Residentes mais velhos disseram à Lusa que não se lembram de cheias assim em Díli desde os anos 1970.

 

 

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