Despesa pública com convenções de medicina de reabilitação aumenta dos 74 para os 112 ME

A despesa pública com as convenções de medicina física e reabilitação aumentou de 74 milhões de euros em 2016 para mais de 112 milhões em 2021, um crescimento anual de 7,2%, anunciou hoje o regulador nacional.

Despesa pública com convenções de medicina de reabilitação aumenta dos 74 para os 112 ME

Despesa pública com convenções de medicina de reabilitação aumenta dos 74 para os 112 ME

A despesa pública com as convenções de medicina física e reabilitação aumentou de 74 milhões de euros em 2016 para mais de 112 milhões em 2021, um crescimento anual de 7,2%, anunciou hoje o regulador nacional.

Segundo os resultados de uma monitorização da Entidade Reguladora da Saúde (ERS) ao mercado hoje divulgados, a medicina física e reabilitação representa a quarta maior despesa com serviços convencionados com o Serviço Nacional de Saúde (SNS).

Estes encargos têm aumentado desde 2016, ano em que custaram às cinco administrações regionais de saúde (ARS) 74,1 milhões de euros, com exceção de 2020, o primeiro ano da pandemia da covid-19.

De acordo com a ERS, a despesa com as convenções da medicina física e reabilitação (MFR) ascendeu a 112,8 milhões de euros em 2021, com a ARS Norte a apresentar os encargos mais elevados (64 milhões de euros), seguida pela ARS de Lisboa e Vale do Tejo (28 milhões).

“Verificou-se também que os encargos em Portugal continental com este setor convencionado apresentaram uma taxa de crescimento anual de 7,2% entre 2016 e 2021, com a ARS de Lisboa e Vale do Tejo a exibir o crescimento mais elevado (10,2%) de todas as regiões de saúde e, no lado oposto, a ARS do Alentejo com o menor crescimento (3,8%)”, adiantou o regulador nacional da saúde.

A ERS explica que, entre 2016 e 2022, não se verificou nenhuma alteração dos preços, pelo que os aumentos registados dizem respeito a efetivos acréscimos em termos de produção nesta área.

A entidade reguladora adianta ainda que, em outubro deste ano, estavam registados 974 estabelecimentos de serviços na área, dos quais 94 (9,7%) de natureza pública e 880 (90,3%) não públicos.

“Constata-se que há 78 concelhos (correspondente a 28,1% do total de concelhos) em Portugal continental sem estabelecimentos de MFR, e que a maior concentração de concelhos sem qualquer estabelecimento se encontra na ARS Alentejo (24 concelhos, que representam 51% dos concelhos desta região de saúde)”, salientou ainda o documento.

Os concelhos com maior número de estabelecimentos de MFR não públicos são Lisboa (77), Porto (37), Sintra (25) e Almada, Braga e Vila Nova de Gaia (todos com 20).

Em termos de procura, o número de requisições por 1.000 habitantes e por região de saúde, aumentou 3,9% em Portugal continental entre 2016 e 2021, tendo a ARS do Centro registado o maior crescimento (4,2%), seguida pelas ARS do Norte e ARS do Algarve (ambas com 4%).

PC // ZO

By Impala News / Lusa

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