Dead Combo iniciam hoje em Coimbra a digressão de apresentação de

Dead Combo iniciam hoje em Coimbra a digressão de apresentação de “Odeon Hotel”

O grupo português Dead Combo inicia hoje, em Coimbra, a digressão de apresentação do novo álbum, “Odeon Hotel”, um lugar imaginário onde continuam presentes diferentes estilos e expressões, mas “menos português”, à imagem da Lisboa, onde os músicos vivem.

Coimbra, 12 abr (Lusa) – O grupo português Dead Combo inicia hoje, em Coimbra, a digressão de apresentação do novo álbum, “Odeon Hotel”, um lugar imaginário onde continuam presentes diferentes estilos e expressões, mas “menos português”, à imagem da Lisboa, onde os músicos vivem.


O álbum dos Dead Combo surge quatro anos depois de “A Bunch of Meninos”, e apresenta-se como um trabalho mais de “banda”, em que a bateria está mais presente e o rock surge de forma mais vincada, contou à agência Lusa o guitarrista Tó Trips, que forma o duo com Pedro Gonçalves. “Talvez seja o álbum mais rock” em quase 15 anos de carreira, sublinha.


O concerto realiza-se um dia antes do lançamento oficial do álbum, assinado pelo baixista Pedro Gonçalves e pelo guitarrista Tó Trips, e que contou com produção de Alain Johannes, que no passado trabalhou com Queens of The Stone Age, Them Crooked Vultures e PJ Harvey, entre outros.


Para este trabalho, o nome do álbum surgiu por acaso – tiraram fotografias para a capa do disco no Cinema Odeon -, mas, explica, “Odeon Hotel” acaba por fazer sentido para os Dead Combo, como grupo que ciranda por entre diferentes estilos e latitudes, do blues ao fado, passando pelas mornas de Cabo Verde ou pelo flamenco.


“Os hotéis são pontos de passagem. Pessoas de vários estratos sociais e de várias raças, que param num sítio e que estão de passagem – são um ponto onde se juntam diferentes expressões”, tal como a sonoridade dos Dead Combo, realça Tó Trips.


Na perspetiva do guitarrista, o álbum é também “menos português”, assinalando “os dias de hoje”, marcados pela “globalização e pela gentrificação”, que levaram também a cidade de Lisboa a mudar.


“Este novo disco é a síntese perfeita da portugalidade e universalidade existentes na música da banda”, sublinha o Convento São Francisco, no seu ‘site’.


A banda portuguesa já tem datas marcadas para Oeiras (13), Évora (14) e Caldas da Rainha (28).


Em maio, o grupo atua em Portalegre (12), Loulé (17), Silves (18), Seixal (26) e em Vila Real de Santo António (30).


Em junho, vão estar no Festival A Porta, em Leiria, e em agosto passam pelo festival Paredes de Coura.


“Odeon Hotel” conta com a participação de vários convidados, como o músico americano Mark Lanegan, que interpreta o poema “I know, I alone”, de Fernando Pessoa, o baterista Alexandre Frazão, Bruno Silva (viola d’arco), Mick Trovoada (percussão) e João Cabrita (sopros).


Para apresentar “Odeon Hotel”, a dupla Pedro Gonçalves e Tó Trips vai contar com o baterista Alexandre Frazão, o saxofonista Gui, dos Xutos & Pontapés, e o contrabaixista António Quintino.


Os Dead Combo surgiram em 2003, com Pedro Gonçalves e Tó Trips a criarem composições instrumentais marcadas pelo rock, pelos blues e pela tradição da música portuguesa, bebendo também influências que se estendem à morna, bossa nova e flamenco.


O início do concerto está marcado para as 21:30 no Grande Auditório.



JYGA (SS) // MAG

By Impala News / Lusa


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