Danos provocados pelo temporal no norte da Madeira em 25 dezembro avaliados em 40,6 ME

O temporal que afetou em 25 de dezembro as freguesias de Ponta Delgada e Boaventura, no norte da Madeira, provocou prejuízos avaliados em cerca de 40,6 milhões de euros, anunciou hoje o Governo Regional.

Danos provocados pelo temporal no norte da Madeira em 25 dezembro avaliados em 40,6 ME

Danos provocados pelo temporal no norte da Madeira em 25 dezembro avaliados em 40,6 ME

O temporal que afetou em 25 de dezembro as freguesias de Ponta Delgada e Boaventura, no norte da Madeira, provocou prejuízos avaliados em cerca de 40,6 milhões de euros, anunciou hoje o Governo Regional.

“Os trabalhos de reconstrução deverão estar, na maioria dos casos, concluídos até final de 2022”, é referido no relatório sobre os prejuízos provocados pela intempérie divulgado hoje, após uma reunião entre o Governo da Madeira e o executivo da Câmara de São Vicente, onde se localizam as freguesias de Ponta Delgada e Boaventura.

No documento, os prejuízos totais são estimados em 40.579.291,00 euros, incluindo os danos provocados na rede viária regional (17,8 milhões de euros), rede hidrológica (16 milhões de euros), habitações e realojamentos (628.800 euros), rede de água de rega (1,9 milhões de euros), fornecimento de energia elétrica (500 mil euros) e reposição e reconstrução do património municipal (3,7 milhões de euros).

No apuramentos dos dados estiveram envolvidas a Câmara Municipal de São Vicente, as direções regionais de Estradas e do Equipamento Social e Conservação, o Laboratório Regional de Engenharia Civil, além das sociedades de capitais públicos Investimentos Habitacionais da Madeira, Águas e Resíduos da Madeira e Empresa de Eletricidade da Madeira.

No relatório é recordado que “a precipitação que se fez sentir em toda a ilha no dia 25 de dezembro de 2020 foi particularmente intensa nas vertentes a norte, nas áreas geográficas das freguesias de Ponta Delgada e de Boaventura”.

Nesse dia, é indicado, nas duas freguesias “foram contabilizadas quatro vagas de precipitação intensa com picos variáveis entre os 18 mm/h e os 37 mm/h”, entre as 02:00 e as 23:00.

A “precipitação que originou a aluvião foi, a todos os níveis, excecional, tendo desencadeado diversas instabilidades geológicas em vertentes inclinadas e densamente arborizadas, a maioria das quais entre as cotas 200 e 400”, lê-se no documento.

O fenómeno provocou “mais de seis dezenas de deslizamentos de terras que, no total, mobilizaram mais de 40.000 metros cúbicos de material rochoso e árvores de grande porte”, o que, segundo as estimativas do Laboratório Regional de Engenharia Civil, deixou “80 metros quadrados de cicatrizes nas encostas de Ponta Delgada e de Boaventura”.

“As áreas afetadas pelas derrocadas e pelos fluxos detríticos ultrapassam os 175.000 metros quadrados”, é apontado.

No levantamento efetuado aos prejuízos foi apurado que os danos materiais provocados pela aluvião nas redes viária municipal e regional, em veredas, na rede fluvial, no parque habitacional e nas redes de distribuição de água potável, adutora e distribuidora de água de rega, de fornecimento de energia elétrica e em diversos múltiplos equipamentos, ascende a cerca de 29 milhões de euros.

Deste valor, “cerca de 1,9 milhões de euros (5%) refere-se ao custo das intervenções imediatas, já realizadas pelo Governo Regional e pela Câmara Municipal, para repor, nas condições possíveis, os acessos e os serviços essenciais” na desobstrução da rede viária, limpezas de vias públicas e outras para garantir “a segurança da população e das atividades sociais e económicas” daquelas localidades, é referido.

O valor correspondente à reparação e reconstrução da rede viária regional (17,5 milhões de euros), representa 61% do total, o que evidencia “o impacto da aluvião ao nível das vias públicas regionais, cujos danos isolaram ou condicionaram os acessos a alguns núcleos urbanos durante o período da realização de trabalhos de desobstrução e limpeza precária”, é ainda indicado.

Para “a reabilitação de 20 moradias danificadas pelos fluxos detríticos” a despesa prevista é de 628 mil euros (2% do total)”, o que inclui “os encargos dos realojamentos de quatro famílias cujas moradias deixaram de oferecer condições de habitabilidade por terem sido severamente danificadas”.

A Câmara Municipal de São Vicente será responsável por uma despesa de 3,7 milhões de euros (13% do total), destinados à reabilitação e reconstrução do património municipal danificado, como arruamentos e passeios, veredas, muros de suporte e o cemitério municipal de Ponta Delgada, entre outros trabalhos.

“O Governo Regional pretende ainda realizar, a médio prazo, um conjunto de medidas estruturais para mitigação do risco, no valor de 11,5 milhões de euros, tendo por objetivo a melhoria das condições e da segurança dos escoamentos fluviais nas áreas afetadas pelo evento”, é referido.

AMB // VAM

By Impala News / Lusa

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