Covid-19: Vigilância vai apertar após camas lotadas em Maputo

O Presidente moçambicano, Filipe Nyusi, disse hoje que todas as camas preparadas para os cuidados intensivos de covid-19 em Maputo já estão ocupadas, avisando que as autoridades vão “apertar” no controlo das medidas de prevenção do novo coronavírus.

Covid-19: Vigilância vai apertar após camas lotadas em Maputo

Covid-19: Vigilância vai apertar após camas lotadas em Maputo

O Presidente moçambicano, Filipe Nyusi, disse hoje que todas as camas preparadas para os cuidados intensivos de covid-19 em Maputo já estão ocupadas, avisando que as autoridades vão “apertar” no controlo das medidas de prevenção do novo coronavírus.

“A taxa de ocupação de camas na cidade de Maputo triplicou nas últimas três semanas e todas as camas dos cuidados intensivos estão ocupadas”, afirmou Filipe Nyusi.

O boletim diário do Ministério da Saúde indica que há 49 pessoas internadas em Maputo devido à covid-19, sem especificar em que unidades – no resto do país há apenas mais um internamento, em Nampula.

Nyusi manifestou preocupação com o aumento do número de infeções pelo novo coronavírus, principalmente em Maputo, numa alocução à margem do discurso que proferiu hoje durante o lançamento de leilões para o licenciamento de projetos de energias renováveis.

“Aqui em Maputo, onde temos mais capacidade do que no resto do país, todas as camas que tinham sido preparadas estão ocupadas”, frisou.

Face a essa situação, os novos casos de doença de covid-19 não terão possibilidade de ser encaminhados para internamento hospitalar em Maputo ou de ter assistência com um ventilador usado para respiração assistida em caso de doença pelo novo coronavírus, acrescentou.

O chefe de Estado moçambicano criticou o desrespeito pelas medidas de prevenção da covid-19, asseverando que as autoridades vão ser rigorosas no controlo do comportamento das populações face à pandemia.

“Quando decidimos relaxar ou desconfinar, as pessoas pensaram que a doença acabou. Não acabou e está a matar. Face ao que verificámos no final da última semana, vamos, a partir de hoje, apertar mais as medidas de fiscalização e responsabilização”, avisou .

Filipe Nyusi alertou para o perigo de comparações entre o número de infeções e de óbitos em Moçambique com os de África Austral e de outras partes do mundo, defendendo que a relativa menor taxa de letalidade no país não deve ser motivo de relaxamento.

O chefe de Estado moçambicano censurou em particular a conduta de banhistas nas praias, reprovando a falta de uso de máscara e a falta de distanciamento social.

Filipe Nyusi voltou a ameaçar com o encerramento das praias, avançando que recebeu “conselhos nesse sentido”, mas preferiu confiar na “consciência de prevenção dos moçambicanos”.

Nyusi frisou ainda que o uso de máscara não deve ser objeto de negociação nos ajuntamentos públicos, principalmente nos transportes públicos e nos mercados.

Moçambique contabiliza um total acumulado de 8.728 casos de covid-19 e 61 óbitos.

PMA // JH

Lusa/Fim

By Impala News / Lusa

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