Covid-19: Turistas regressam a Machu Picchu no Peru após quase oito meses fechada

Os comboios com destino a Machu Picchu, no Peru, voltaram no domingo a transportar turistas para a cidade inca, fechada ao público durante sete meses e meio.

Covid-19: Turistas regressam a Machu Picchu no Peru após quase oito meses fechada

Covid-19: Turistas regressam a Machu Picchu no Peru após quase oito meses fechada

Os comboios com destino a Machu Picchu, no Peru, voltaram no domingo a transportar turistas para a cidade inca, fechada ao público durante sete meses e meio.

Cusco, Peru, 02 nov 2020 (Lusa) – Os comboios com destino a Machu Picchu, no Peru, voltaram no domingo a transportar turistas, os primeiros a visitar a cidade inca, depois de ter estado fechada ao público durante sete meses e meio, devido à pandemia de covid-19.

A reabertura do principal ponto turístico do Peru gerou grandes expectativas, principalmente entre os peruanos, que esgotaram todos os lugares disponíveis durante os primeiros 15 dias de novembro, quando o acesso ao sítio arqueológico será gratuito.

O furor para voltar a visitar Machu Picchu foi notado na manhã de domingo na estação de Ollantaytambo, paragem quase obrigatória para todos os turistas que vão contemplar a cidadela escondida entre a cordilheira dos Andes.

À estação chegaram os primeiros visitantes que não quiseram perder o reencontro com a joia do turismo peruano, desprovida de turistas desde que foi declarado o estado de emergência no Peru, em 16 de março.

O primeiro comboio partiu com 50% da capacidade, cumprindo o protocolo de segurança contra a covid-19, que também prevê que todos os passageiros usem máscara e protetor de rosto, e atestem que não apresentaram sintomas da doença antes de embarcar.

Na entrada da estação, também é medida a temperatura de cada viajante e a bagagem é rigorosamente desinfetada.

“A nossa tarefa é fornecer todas as condições de segurança que permitam aos visitantes sentirem-se confiantes de que podem ir a um lugar seguro”, disse o ministro de Cultura do Peru, Alejandro Neira, em declarações na plataforma da estação.

Questionado sobre se a reabertura de Machu Picchu é o impulso definitivo para o relançamento do setor turístico no Peru, Neyra indicou que deseja dar esse passo “com muito cuidado”.

“O mais importante é reativá-la porque a cultura tem que se manter viva. Embora lugares como Machu Picchu tenham sido preservados durante o confinamento, é importante que as pessoas se reencontrem com a cultura e temos que provar que podemos fazer isso com segurança”, adiantou.

As entradas na cidade mítica vão estar limitadas a 675 pessoas por dia, o que corresponde a 30% dos visitantes habituais.

Além disso, serão permitidas apenas 75 pessoas por hora, em grupos de no máximo oito visitantes, incluindo o guia, que durante todo o trajeto deverá manter uma distância de pelo menos dois metros entre si e não inferior a 20 metros entre os demais grupos.

Declarada Património da Humanidade pela UNESCO (Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura) em 1983, Machu Picchu foi eleita uma das Sete Maravilhas do Mundo Moderno em 2007.

A pandemia de covid-19 já provocou quase 1,2 milhões de mortos e mais de 46 milhões de casos de infeção em todo o mundo, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP.

 

JDN // LFS

By Impala News / Lusa

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