Covid-19: Taiwan acusa China de querer obter ganhos políticos com vacinas

O ministro dos Negócios Estrangeiros de Taiwan acusou hoje a China de querer obter ganhos políticos no exterior com o fornecimento de vacinas e outras formas de assistência face à pandemia de covid-19.

Covid-19: Taiwan acusa China de querer obter ganhos políticos com vacinas

Covid-19: Taiwan acusa China de querer obter ganhos políticos com vacinas

O ministro dos Negócios Estrangeiros de Taiwan acusou hoje a China de querer obter ganhos políticos no exterior com o fornecimento de vacinas e outras formas de assistência face à pandemia de covid-19.

O ministro dos Negócios Estrangeiros de Taiwan acusou hoje a China de querer obter ganhos políticos no exterior com o fornecimento de vacinas e outras formas de assistência face à pandemia de covid-19.

“Exploraram ainda mais a pandemia para impor a sua agenda política”, afirmou Joseph Wu, durante uma videoconferência com os correspondentes estrangeiros no Japão.

Para o governante, a “diplomacia das vacinas” está a criar divisões entre os países da América Central e do Sul, dando a Pequim a oportunidade de exercer a sua influência no hemisfério ocidental.

Pequim está a disponibilizar o acesso à sua produção doméstica de vacinas e outros recursos contra a covid-19, bem como a desenvolver financiamento para “todos os que estão dispostas a aceitar uma parceria política”, defendeu.

Assim, segundo o ministro dos Negócios Estrangeiros de Taiwan, a China usa essa parceria para “atrair ou pressionar os aliados de Taiwan e dos EUA”, de modo a ganhar “influência política”.

Joseph Wu notou ainda que a China já deixou um “rasto de dívida, corrupção e erosão de governação democrática” em países da Ásia, África e Europa, que aceitaram o financiamento de Pequim para os portos, ferrovias e outros projetos de infraestruturas.

Na terça-feira, a Organização Mundial de Saúde (OMS) concedeu a homologação para uso de emergência à vacina chinesa contra a covid-19 Sinovac, anunciou a agência da ONU em comunicado.

O comité de peritos de vacinação da OMS recomendou a vacina, que requer duas doses com um intervalo de duas a quatro semanas, para pessoas a partir dos 18 anos.

É a segunda vacina chinesa a obter luz verde da OMS, o que permite a integração no dispositivo internacional Covax, de distribuição de vacinas contra a covid-19, nomeadamente nos países desfavorecidos.

A pandemia de covid-19 provocou, pelo menos, 3.693.717 mortos no mundo, resultantes de mais de 171,5 milhões de casos de infeção, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP.

 

 

 

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