Covid-19: Sindicato exige transparência para “não aumentar desconfiança” na vacinação

O Sindicato Independente dos Médicos (SIM) exigiu hoje que o governo explique “com transparência e seriedade” os critérios da nova fase da vacinação contra a covid-19 para “não aumentar a desconfiança” dos portugueses no sistema implementado.

Covid-19: Sindicato exige transparência para

Covid-19: Sindicato exige transparência para “não aumentar desconfiança” na vacinação

O Sindicato Independente dos Médicos (SIM) exigiu hoje que o governo explique “com transparência e seriedade” os critérios da nova fase da vacinação contra a covid-19 para “não aumentar a desconfiança” dos portugueses no sistema implementado.

“É bom que o governo, mais do que propagandear o início da vacinação, explique com muita transparência e seriedade os critérios, de forma a não aumentar a desconfiança que existe no sistema”, afirmou o secretário-geral do SIM em declarações à Lusa.

Na véspera do arranque da vacinação dos idosos com 80 ou mais anos e de pessoas entre os 50 e os 79 anos e com comorbilidades, Jorge Roque da Cunha salientou que, devido aos casos de vacinação indevida verificados em várias partes do país, os portugueses “estão desconfiados” da eficácia das regras em vigor.

“Há uma necessidade fundamental de rigor, de transparência e de seriedade e de se evitar a propaganda”, alertou o dirigente do SIM, ao salientar que se está perante um “contexto muito limitado do número de vacinas” para um total de cerca de 7,5 milhões de pessoas a vacinar em Portugal.

Jorge Roque da Cunha adiantou ainda que, tendo em conta o universo de cerca de 900 mil pessoas com 80 ou mais anos e 50 ou mais anos e com comorbilidades que vão ser vacinadas a partir de quarta-feira, é necessário que sejam explicados os critérios de convocatória desses utentes.

Além disso, o secretário-geral do SIM alertou que existe cerca de um “milhão de portugueses sem médico de família”, questionando como vai ser concretizado, na prática, o procedimento de entrada dessas pessoas no sistema de vacinação.

“Há um milhão de portugueses que não tem médico de família. É perfeitamente impossível aos médicos que estão nos centros de saúde fazerem essa codificação”, disse Jorge Roque da Cunha, que defendeu também a necessidade de serem criados centros de vacinação no país, tendo em conta a falta de condições de vários centros de saúde para dar resposta a essa função.

Informação do Ministério da Saúde fornecida hoje à Lusa, refere que a vacinação decorrerá na quarta-feira nas Unidades de Saúde Familiares de Alvalade e do Parque, em Lisboa e Vale do Tejo, onde até sexta-feira deverão ser administradas cerca de 300 vacinas contra a covid-19.

Na quinta-feira, este processo de vacinação arranca na região Norte, com sete locais em Braga, Marão e Douro Norte, Porto Oriental, Póvoa de Varzim/Vila do Conde, Gaia, Gondomar e na Unidade Local de Saúde Nordeste.

Nestes sete locais serão administradas perto de 900 vacinas até ao final da semana, avança o ministério da Saúde, ao adiantar que esta fase da vacinação vai iniciar-se na próxima semana nas restantes administrações regionais de saúde do país.

Abrangendo cerca de 900 mil pessoas, esta é uma nova etapa da fase 1 do plano nacional de vacinação contra o novo coronavírus, que se iniciou a 27 de dezembro, e que foi recentemente atualizado, passando a incluir a vacinação simultânea das pessoas com 80 ou mais anos de idade.

A campanha de vacinação contra a covid-19 foi planeada de acordo com a disponibilidade das vacinas contratadas para Portugal, que estão a ser administradas faseadamente a grupos prioritários, até que toda a população elegível esteja vacinada.

A fase 1 abrange também os profissionais de saúde diretamente envolvidos na prestação de cuidados a doentes, funcionários e utentes de lares de idosos e da rede nacional de cuidados continuados integrados, assim como elementos das forças armadas, das forças de segurança, de serviços críticos e titulares de órgãos de soberania e altas entidades públicas.

Em Portugal, morreram 13.017 pessoas dos 731.861 casos de infeção confirmados, de acordo com o boletim mais recente da Direção-Geral da Saúde.

A doença é transmitida por um novo coronavírus detetado no final de dezembro de 2019, em Wuhan, uma cidade do centro da China.

PC//RBF

Lusa/Fim

By Impala News / Lusa

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