Covid-19: Proteção Civil do Porto apela aos jovens para que cumpram regras

O presidente da Comissão Distrital de Proteção Civil do Porto apelou hoje aos jovens para que se protejam face à pandemia da covid-19, porque “andar de vaga em vaga é brincar com a saúde, a economia e o futuro”.

Covid-19: Proteção Civil do Porto apela aos jovens para que cumpram regras

Covid-19: Proteção Civil do Porto apela aos jovens para que cumpram regras

O presidente da Comissão Distrital de Proteção Civil do Porto apelou hoje aos jovens para que se protejam face à pandemia da covid-19, porque “andar de vaga em vaga é brincar com a saúde, a economia e o futuro”.

“Todos queremos ir para a praia e fazer festas, mas não é altura disso. É altura de nos prevenirmos e de respeitarmos”, disse Marco Martins.

O presidente da Comissão Distrital de Proteção Civil do Porto, que falava aos jornalistas à margem de uma cerimónia que decorreu na Foz do Sousa, em Gondomar, fez o apelo “a todos, mas sobretudo aos jovens”, apontando que atualmente “a maior incidência [de infeção pelo novo coronavírus] está entre os 20 e os 39 anos”.

“Cumpram e respeitem, porque não podemos andar sempre de vaga em vaga a brincar com a saúde, a brincar com a economia e a brincar com o nosso futuro”, referiu o também presidente da Câmara de Gondomar.

Hoje foi reativada a Estrutura de Apoio e Retaguarda (EAR) covid-19 do Seminário do Bom Pastor, localizada em Ermesinde, no concelho de Valongo.

O espaço, que esteve aberto de outubro de 2020 a março deste ano, pertence à Diocese do Porto.

No imediato, esta EAR terá capacidade para acolher 30 pessoas, sendo que as vagas podem aumentar caso seja necessário.

Marco Martins contou que “o espaço nunca foi desequipado, mas foi necessário recontratar recursos humanos”, tendo a Proteção Civil do Porto, em articulação com entidades ligadas à área da saúde, conseguido mobilizar cerca de uma dezena de técnicos e auxiliares “para garantir o arranque”.

No ano passado, a EAR covid-19 do Seminário do Bom Pastor abriu com 50 camas e chegou a ter capacidade para 100 utentes.

A 06 de fevereiro, de acordo com um balanço feito à Lusa, foi referido que a estrutura tinha recebido até essa data mais de 300 doentes.

“Ainda não existem admissões, não foi solicitado nada para já, mas como sempre trabalhamos à frente, prevenimos. No distrito do Porto tem sido assim. O objetivo é que ninguém necessite, mas está pronta. Queremos evitar no Porto o que aconteceu em Lisboa”, disse Marco Martins.

Esta estrutura de retaguarda visa acolher doentes infetados com o novo coronavírus, em condições de continuar a recuperação fora dos hospitais, mas que não tenham retaguarda ou condições em casa ou nas instituições onde vivem, bem como utentes de lares, ou fruto de outras situações como os chamados casos sociais.

O Porto é um dos concelhos que recua no desconfinamento, decidiu quinta-feira o Conselho de Ministros.

Entre as restrições, destaque para “a limitação de circulação na via pública a partir das 23:00”. De acordo com a nota do Governo, o teletrabalho passa a ser “obrigatório quando as funções o permitam”.

A reabertura da EAR do Bom Pastor acontece numa altura em que estão a ser feitos alertas por especialistas quanto ao aumento de casos na região Norte.

Na terça-feira, o diretor da Unidade Autónoma de Gestão (UAG) de Urgência e Medicina Intensiva do Centro Hospitalar Universitário de São João (CHUSJ), Nelson Pereira, disse que o recurso ao Serviço de Urgência sofreu “em poucos dias” um aumento de 40% de casos suspeitos covid-19, padrão descrito à Lusa como “explosivo e muito preocupante”.

Na quinta-feira, também em declarações à Lusa, Óscar Felgueiras, especialista em epidemiologia da Universidade do Porto, considerou que “tudo indica ter havido um fenómeno de supertransmissão na semana passada com especial incidência no Porto e arredores”, apontando os festejos da noite de São João (de 24 para 25 de junho) como a possível data de ocorrência.

A pandemia de covid-19 provocou pelo menos 3.957.862 mortos em todo o mundo, resultantes de mais de 182,5 milhões de casos de infeção, segundo o balanço mais recente feito pela agência francesa AFP.

Em Portugal, morreram 17.108 pessoas e foram confirmados 884.442 casos de infeção, de acordo com o boletim mais recente da Direção-Geral da Saúde.

 

 

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