André Ventura pede demissão do ministro da Administração Interna

O presidente do Chega, André Ventura, pediu hoje a demissão do ministro da Administração Interna, Eduardo Cabrita, por considerar que, com a requisição do empreendimento turístico Zmar, em Odemira, foi atingido “o limite do insuportável”.

André Ventura pede demissão do ministro da Administração Interna

André Ventura pede demissão do ministro da Administração Interna

O presidente do Chega, André Ventura, pediu hoje a demissão do ministro da Administração Interna, Eduardo Cabrita, por considerar que, com a requisição do empreendimento turístico Zmar, em Odemira, foi atingido “o limite do insuportável”.

O presidente do Chega, André Ventura, pediu hoje a demissão do ministro da Administração Interna, Eduardo Cabrita, por considerar que, com a requisição do empreendimento turístico Zmar, em Odemira, foi atingido “o limite do insuportável”.

“Este caminho que vem sendo a ser trilhado e os ziguezagues do ministro, nesta matéria, mostram que já não está em condições de continuar a gerir a pasta da Administração Interna”, afirmou André Ventura.

Assinalando que “este é apenas mais um dossiê desastrosamente gerido” por Eduardo Cabrita, o também deputado apelou “à demissão do ministro Administração Interna”, por entender que, nesta matéria, foi atingido “o limite do insuportável”.

André Ventura falava aos jornalistas junto à entrada do complexo Zmar Eco Experience, no concelho de Odemira, distrito de Beja, onde se concentraram alguns proprietários, que fecharam a entrada a pessoas estranhas ao empreendimento.

Os proprietários com habitações neste empreendimento, na freguesia de Longueira-Almograve, Odemira, onde há uma cerca sanitária, devido à incidência de casos de covid-19, estão contra a requisição decretada pelo Governo.

Na sexta-feira, o advogado Nuno Silva Vieira, que representa 114 dos 160 proprietários, esclareceu que o Zmar “não é apenas um parque de campismo, mas sim um espaço onde existem várias habitações particulares”.

Hoje, o líder do Chega considerou que “estão a ser ultrapassados os limites razoáveis do Estado de Direito” e um dos casos que critica “prende-se com a requisição das propriedades deste empreendimento”.

Ventura notou que o Governo sabia “há anos” dos problemas sociais em Odemira, relacionados com os trabalhadores agrícolas, sobretudo migrantes, lamentando que a solução seja “retirar a propriedade, o usufruto e a posse a estas pessoas”.

“É um mau caminho, é o caminho que o Partido Socialista, com a extrema esquerda, está a querer trilhar, que é a propriedade não interessa nada, a posse não interessa nada”, criticou, alertando que algumas pessoas “moram nestas casas”.

Lamentando a “passividade que alguma direita tem” em relação à requisição do Zmar, o presidente do Chega advertiu que os problemas sociais em Odemira já existiam e que “já deviam ter sido resolvidos de outra forma”.

“Há outras soluções que não passam por expropriar estas pessoas, mesmo que temporariamente”, defendeu, referindo-se a “hospitais de campanha” construídos com “grande brevidade” em Portugal e noutros países, assim como a utilização de pousadas.

André Ventura disse ter a informação de que “nunca foi tentado sequer” pelo Governo um acordo com os proprietários, acusando o Executivo de António Costa de “expropriar simplesmente e afastar as pessoas das suas propriedades”.

“Amanhã pode ser convosco, pode ser comigo, pode ser com qualquer pessoa”, referiu.

Para o presidente do Chega, este processo, além de ser em termos políticos “um desastre”, também “é juridicamente nulo”, porque “qualquer desafio a esta requisição nos tribunais será vencedor”, uma vez que “não tem nenhuma base legal”.

Ventura conversou com alguns proprietários que estavam concentrados na entrada do empreendimento turístico sobre a requisição, tendo uma das pessoas presentes pedido ao líder do Chega para contactar o advogado do grupo e evitar fazer política com o tema.

O complexo turístico, numa área com cerca de 80 hectares, possui diversos serviços comuns e 260 casas, das quais cerca de 100 são do próprio empreendimento e 160 são privadas, mas encontra-se fechado por ter entrado em insolvência.

O Governo decidiu decretar uma cerca sanitária às freguesias de São Teotónio e de Almograve, no concelho de Odemira, devido à elevada incidência de casos de covid-19, sobretudo entre trabalhadores do setor agrícola.

 

 

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