Covid-19: Pico de novos casos no Irão, o mais alto em quase dois meses

As autoridades do Irão anunciaram hoje um pico no número de novos casos de covid-19 nas últimas 24 horas, o mais alto em quase dois meses, alertando que a situação está a piorar em algumas regiões.

Covid-19: Pico de novos casos no Irão, o mais alto em quase dois meses

Covid-19: Pico de novos casos no Irão, o mais alto em quase dois meses

As autoridades do Irão anunciaram hoje um pico no número de novos casos de covid-19 nas últimas 24 horas, o mais alto em quase dois meses, alertando que a situação está a piorar em algumas regiões.

O porta-voz do Ministério da Saúde, Kianuche Jahanpur, indicou na sua conferência de imprensa televisiva diária que foram confirmados 2.819 novos casos, fazendo aumentar para 146.668 o número total de infetados desde que os primeiros contágios foram anunciados em meados de fevereiro.

Os novos casos têm registado um aumento quase constante desde 02 de maio — data em que o país anunciou ter atingido o número mais baixo de contágios em dois meses — mas o Irão não tinha uma tal subida desde o início de abril.

O país começou a aliviar as restrições para combater a epidemia em meados de abril. Esta semana os restaurantes puderam reabrir.

Segundo Jahanpur, registaram-se nas últimas 24 horas 50 mortes ligadas ao novo coronavírus, sendo agora o balanço total no país de 7.677 mortos.

A província de Khuzestan (sul) continua com classificação vermelha, correspondente ao mais alto nível de risco de acordo com o código de cores estabelecido pelas autoridades.

“As províncias do Khorassan-é-Razavi, do Azerbaijão Ocidental e Oriental, do Lorestan, do Kurdistan, de Kermanshah, de Hormozgan e de Mazandaran também estão numa situação crítica”, adiantou o porta-voz.

Alguns especialistas estrangeiros e vários responsáveis iranianos consideram que os números do governo são largamente subestimados.

De acordo com um balanço da agência France Presse, mais de 360.000 pessoas já morreram e mais de 5,8 milhões foram infetadas em todo o mundo pelo novo coronavírus detetado no final de dezembro em Wuhan, uma cidade no centro da China.

Mais de 2,3 milhões foram considerados curados da doença covid-19.

 

PAL // FPA

By Impala News / Lusa

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