Covid-19: Patronato moçambicano preocupado com impacto de agravamento de restrições

A Confederação das Associações Económicas de Moçambique — CTA manifestou-se hoje preocupada com o impacto do agravamento das restrições face à covid-19 no país, considerando que as medidas vão limitar a máquina empresarial.

Covid-19: Patronato moçambicano preocupado com impacto de agravamento de restrições

Covid-19: Patronato moçambicano preocupado com impacto de agravamento de restrições

A Confederação das Associações Económicas de Moçambique — CTA manifestou-se hoje preocupada com o impacto do agravamento das restrições face à covid-19 no país, considerando que as medidas vão limitar a máquina empresarial.

“Estas medidas irão limitar, mais uma vez, o funcionamento da máquina empresarial, num momento de ausência de medidas de estímulos e apoio ao setor empresarial”, declarou Agostinho Vuma, presidente da CTA, a maior entidade patronal do país.

Aquele responsável falava hoje em Maputo durante o ‘briefing’ sobre o desempenho empresarial do II trimestre e as perspetivas económicas.

Segundo a CTA, no primeiro trimestre do ano a atividade conheceu uma tímida recuperação, em resultado do alívio das medidas de contenção da propagação da pandemia da covid-19, a par do arranque da comercialização agrícola.

“O Índice de robustez empresarial melhorou de 28% para 29%, influenciado pela reanimação da atividade económica nos setores da agricultura, hotelaria e restauração, comércio e serviços e transportes”, declarou Agostinho Vuma.

Para o segundo trimestre, acrescentou, embora haja alterações regulatórias com impacto positivo na atividade empresarial, com destaque para a revogação das taxas de assistência e fiscalização nos postos fronteiriços, as perspetivas não são positivas.

“Esperamos que o desempenho empresarial retroceda, devido à retoma das medidas restritivas, recentemente anunciadas pelo Governo, em face ao surgimento da nova vaga de propagação da pandemia viral, a variante Delta”, frisou Vuma, acrescentando que a esperança está na campanha de vacinação que tem sido desenvolvida pelo executivo moçambicano.

No início deste mês, o Presidente moçambicano, Filipe Nyusi, anunciou um agravamento das restrições para prevenção da doença, devido ao avançar da terceira vaga.

As medidas anunciadas incluem a proibição de todos os eventos sociais, mesmo os privados, redução significativa de horários do comércio, suspensão do ensino pré-escolar em todo o país e das aulas presenciais nos restantes níveis de ensino em Maputo (área metropolitana), Xai Xai, Inhambane, Beira, Chimoio, Tete e Dondo.

O início do recolher obrigatório noturno recua das 22:00 para as 21:00 (20:00 em Lisboa) e aplica-se a todas as cidades e vilas, além de ser obrigatório o encerramento de todos os restaurantes as 18 horas.

O país, que está a registar recordes diários no número de mortes e de casos nos últimos dias, tem um total acumulado de 1.367 mortes e 115.886 casos de covid-19, 74% dos quais recuperados da doença.

A pandemia de covid-19 provocou pelo menos 4.190.383 mortos em todo o mundo, entre mais de 195,8 milhões de casos de infeção pelo novo coronavírus, segundo o balanço mais recente da agência France-Presse.

A doença respiratória é provocada pelo coronavírus SARS-CoV-2, detetado no final de 2019 em Wuhan, cidade do centro da China, e atualmente com variantes identificadas em países como o Reino Unido, Índia, África do Sul, Brasil e Peru.

EYAC // VM

By Impala News / Lusa

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