Covid-19: ONG moçambicana defende redução do preço de gás de cozinha e petróleo

O Centro para a Democracia e Desenvolvimento (CDD) defendeu hoje que o Governo moçambicano deve baixar o preço do gás doméstico e do petróleo de iluminação, após o executivo anunciar a redução do preço dos combustíveis face à covid-19.

Covid-19: ONG moçambicana defende redução do preço de gás de cozinha e petróleo

Covid-19: ONG moçambicana defende redução do preço de gás de cozinha e petróleo

O Centro para a Democracia e Desenvolvimento (CDD) defendeu hoje que o Governo moçambicano deve baixar o preço do gás doméstico e do petróleo de iluminação, após o executivo anunciar a redução do preço dos combustíveis face à covid-19.

“Tendo em conta o contexto de estado de emergência que leva as pessoas a ficarem mais tempo em casa, o Governo deve também baixar o petróleo e gás doméstico”, lê-se numa nota da organização não-governamental (ONG) hoje divulgada.

O Ministério dos Recursos Minerais e Energia anunciou na quarta-feira uma revisão em baixa dos preços dos combustíveis, como “forma de ajudar o mercado” a fazer face ao impacto da pandemia provocada pelo novo coronavírus no país.

A gasolina passou de 66,49 meticais (0,90 euros) para 64,22 meticais (0,86 euros) e o gasóleo de 63,52 meticais (0,85 euros) para 60,16 meticais (0,81 euros).

O gás de cozinha manteve-se nos 61,23 meticais (0,82 euros) e igualmente o petróleo nos 48,44 meticais (0,65 euros).

Para a ONG moçambicana, o Governo deve “ajudar a aliviar o custo de vida da população, principalmente aquela que vê as suas fontes de rendimento cada vez mais corroídas pela paralisação parcial da atividade económica no país”.

“Apesar do aumento da procura, o preço de referência no mercado internacional baixou consideravelmente. O gás importado por Moçambique este ano é, no mínimo, 10% mais barato”, argumentou o CDD, justificando que há espaço para a redução de preços do gás e petróleo.

Moçambique tem um total acumulado de 115 casos de infeção pelo novo coronavírus, sem mortes e com 42 recuperados.

O país vive em estado de emergência desde 01 de abril e até final de maio, com espaços de diversão e lazer encerrados, proibição de todo o tipo de eventos e de aglomerações, recomendando-se à população que fique em casa, se não tiver motivos de trabalho ou outros essenciais para tratar.

Durante o mesmo período, há limitação de lotação nos transportes coletivos com obrigatoriedade do uso de máscaras, as escolas estão encerradas e a emissão de vistos para entrar no país está suspensa.

A nível global, segundo um balanço da agência de notícias AFP, a pandemia de covid-19 já provocou mais de 302 mil mortos e infetou quase 4,4 milhões de pessoas em 196 países e territórios. Mais de 1,5 milhões de doentes foram considerados curados.

A doença é transmitida por um novo coronavírus detetado no final de dezembro, em Wuhan, uma cidade do centro da China.

EYAC // LFS

By Impala News / Lusa

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